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Discretamente, 'campanha' papal já começou

19 fevereiro 2013 - 10h39Reprodução

Não existe um processo formal de indicação de candidatos na escolha do sucessor do papa Bento XVI, e seria contraproducente algum cardeal fazer campanha por seu próprio nome.

Mas os cardeais que vão entrar na Capela Sistina no próximo mês para eleger o novo líder da Igreja Católica Romana vêm avaliando potenciais candidatos há anos, sem fazer alarde do fato.

Eles ficaram impressionados quando um jovem clérigo prestes a tornar-se cardeal, Luis Antonio Nagle, de Manila, disse aos bispos reunidos num sínodo promovido em Roma em outubro passado que a igreja deveria ouvir mais e reconhecer seus erros.

Tomaram nota quando, um ano atrás, o arcebispo Timothy M. Dolan, de Nova York, fez um discurso persuasivo sobre evangelização no colégio de cardeais, um dia depois de receber do papa o barrete vermelho de cardeal.

Consideraram o cardeal Marc Ouellet um anfitrião hospitaleiro em suas visitas ao Vaticano, onde orienta a seleção de bispos, mas alguns disseram que ele praticamente fez a plateia cochilar no discurso que proferiu no Congresso Eucarístico Internacional em Dublin, em junho passado.

Colhidas a partir de conversas com diversos funcionários da igreja e especialistas, essas impressões podem influir sobre o processo muito intuitivo e muitas vezes imprevisível que será usado para decidir quem deve liderar a maior igreja do mundo.

"As pessoas relutam em falar delas mesmas", comentou o cardeal Francis George, de Chicago, participante no conclave que elegeu Bento XVI em 2005. "Então você procura um amigo e diz: 'Você pode me dizer algo sobre o cardeal fulano de tal?'."

"As perguntas geralmente dizem respeito às qualidades que gostaríamos de ver em um pontífice. Ele é um homem que se guia pela oração, a fé apostólica está profundamente arraigada nele, ele é capaz de governar, ele se preocupa com os pobres?", disse o cardeal George em entrevista telefônica.

"Onde ele está vivendo ou de onde vem são coisas muito menos importantes."

Nesse sentido, ganha importância a escolha do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho de Cultura, para pregar no retiro papal da Quaresma, iniciado no domingo e que se estenderá por uma semana. Pregar na Quaresma é uma grande honra que foi dada a Karol Wojtyla e a Joseph Ratzinger antes de eles se tornarem respectivamente João Paulo 2º e Bento 16.

"Isso não apenas será interpretado como um sinal de que Ravasi é bem-visto pelo papa, como dará a ele uma plataforma", comentou John Thavis, ex-diretor da sucursal em Roma da agência de notícias Catholic News Service, ligada à igreja, e autor de "The Vatican Diaries".

"Geralmente os candidatos não ganham destaque pelas coisas que estão fazendo em suas arquidioceses locais, que é o que mais importa para seus fiéis, mas sim pelo que fazem no centro da igreja universal."

"O mais importante é o contato pessoal", comentou monsenhor James P. Moroney, reitor do Seminário St. John's, de Boston, e liturgista que já trabalhou no Vaticano e na conferência de bispos dos Estados Unidos, em Washington. "A reputação da pessoa é muito importante, mas os relacionamentos pessoais que você forma são o que realmente levam você a tomar uma decisão."

No último conclave, oito anos atrás, houve alianças entre cardeais liberais e conservadores.

"Desta vez, a maioria dos cardeais segue a mesma linha", diz o monsenhor Anthony Figueiredo, diretor do Instituto de Formação Teológica Contínua do North American College, em Roma.

Via Folha

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