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Disponibilização de camisinhas em escolas divide opiniões

23 novembro 2010 - 15h28
O pedido de vistas do Projeto de Lei de autoria dos vereadores Paulo Siufi (PMDB), Herculano Borges (PSC) e João Rocha (PSDB), que veda a instalação de máquinas dispensadoras de preservativos nas escolas da Capital, emitido pelo vereador Loester Nunes, (PDT), foi aceito por unanimidade logo após um desentendimento entre alguns dos parlamentares presentes. A maioria dos vereadores são contra a instalação das máquinas. É o caso do vereador Flávio Cézar. “Não sou contra o uso correto da camisinha, mas sim contra a questão proposta em escolas. Acho que a proposta é um estímulo ao sexo precoce”, afirma o vereador. Herculano Borges (PSC) acredita que a máquina vá gerar uma “banalização do sexo”. “Não podemos nos calar, mas não é isso que vai acabar com o sexo precoce, tem que fazer palestras educativas nas escolas. Os preservativos serão motivo de brincadeira entre os jovens e os adolescentes”, afirma o parlamentar. Antes da votação ser iniciada, o vereador e presidente da Casa, Paulo Siufi (PMDB), já apostava na aprovação do Projeto. “Acredito que todos os legisladores irão votar de acordo com os seus princípios, agora, vai depender de cada um deles. Como médico eu posso garantir que a sexualidade hoje em dia é precoce e o assunto deve ser discutido dentro dos lares. É preciso trabalhar com essas famílias”, enfatiza Siufi. Além dos parlamentares, estava presente na sessão, o Ecônomo Arquidiocesano, Padre Paulo Roberto de Oliveira, defendendo a posição da igreja católica. “A igreja se preocupa com a formação e a educação sadia dos jovens e adolescentes. A cura para as doenças sexualmente transmissíveis é a abstinência sexual, é a fidelidade à pessoa que você ama”, ressalta o Padre. A psicóloga Talita Borges diz que é preciso ser feito um trabalho junto às famílias dos jovens. “As famílias precisam receber amparo. As máquinas dentro das escolas servirão como um incentivo à prostituição e doenças sexualmente transmissíveis”, opina a especialista. Os que se dizem a favor da implantação das máquinas, justificam sua opinião. Cristiane Duarte, psicóloga e presidente da ONG Bem Mulher, diz que a máquina é necessária, porém, deve vir associada com informação. “As meninas se sentem constrangida ao terem que fazer um cadastro no posto de saúde para retirar os preservativos. Com a implantação das máquinas nas escolas esse tipo de problema vai acabar”, diz Cristiane. Outro que se posicionou contra o Projeto foi o vereador Cristovão Silveira (PSDB). “Até agora não tem nada que me convença ser a favor do Projeto. Não podemos tapar o sol com a peneira. Vou me inteirar melhor sobre o assunto”, destaca o parlamentar que se posicionou contra o Projeto. Vanderlei Cabeludo (PMDB) foi claro e objetivo ao dizer que, antes de ser votado, a população precisa ser ouvida. “Vamos ouvir a população para errar menos”. A votação foi suspensa por 15 dias e foi agendada nova reunião para a próxima quarta-feira (1), a partir das 9h, no plenário Oliva Enciso, da Câmara Municipal. Fonte: Capital News
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