Aulas de música, karatê, atividades escolares de tempo integral e cuidado especializado aos filhos tem sido oferecidos em escolas estaduais e projetos sociais do Governo do Estado. Além de investir na formação de crianças e adolescentes, essas ações são verdadeiros presentes para as mães, que não teriam condições de oferecer o mesmo tipo de atendimento no setor privado.
“Eu teria que desembolsar, no mínimo, dois mil reais para o meu filho ter o atendimento que tem lá”, conta a professora Eleida da Silva Arce, de 36 anos, cujo filho está desde o ano passado no Centro de Educação Infantil José Eduardo Martins Jallad (Cei Zedu), no Parque dos Poderes. Necessitando de cuidado especial, o menino de dois anos tem em sala uma professora para atender somente seu aprendizado, enquanto outras profissionais seguem o trabalho com os demais alunos.
“Eles sempre fizeram o possível e o impossível para atender às necessidades do Giovane”, elogia Eleida. Ela lembra que quando menor, o menino sofria com refluxos que exigiam atenção constante, que ele sempre recebeu no local. Encantada com o atendimento dispensado aos filhos das servidoras estaduais, ela avalia que o tempo que passou na creche já acelerou o desenvolvimento do menino – que não possui nenhum problema cognitivo, mas nasceu com atraso motor.
“Existem excelentes escolas particulares, mas com esse nível de cuidado eu certamente não poderia pagar. Com minha outra filha, eu gastava R$ 1.800. Já o cuidado com ele é diferenciado e o gasto seria ainda maior por conta da limitação. Uma professora de apoio à educação especial, por exemplo, nas escolas particulares não costumam ter”, explica. Conforme Eleida, a profissional foi designada para a sala após a entrada de Giovane. Quando viram que ele precisava, não demorou três dias e ela já estava lá”, comemora.
Rede Solidária
Moradora do bairro Noroeste, Caroline de Souza Almeida, de 31 anos, conta que a família revezava as atividades do filho João Victor Souza Lima, de 10 anos, por questões financeiras, antes de ele passar a integrar o Rede Solidária, que atende mais de 400 crianças no bairro. “A gente conseguia manter um esporte fora de cada vez, não conseguia manter tudo isso que ele faz de uma vez só”, afirma. Hoje, a rotina do menino inclui aulas de percussão, bateria, karatê, informática, vôlei e futsal. “Ele tem bastante energia”, brinca a mãe. Antes da chegada do projeto ao bairro, em fevereiro deste ano, a rotina do menino era assistir televisão e ficar em frente ao computador, lembra Caroline. “Agora ele tem se desenvolvido bem nas aulas de música e treina em casa com o que aprende lá”, revela.
Tempo integral
Já os gêmeos da autônoma Elisangela da Costa Sandim, de 44 anos, passam o dia na escola Professor Henrique Ciryllo Corrêa, no bairro Cruzeiro, na Capital, onde cursam o 4º ano do ensino fundamental. “Lá tem futsal e várias atividades que eu não conseguiria pagar fora da escola”, aponta a mãe. “Para mim, a escola de tempo integral é maravilhosa”, elogia. A satisfação é tanta que Elisangela retribui semanalmente como voluntária. “Eu sou uma mãe presente na escola porque só tenho coisa boa para falar de lá. Se
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