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Escolas municipais suspendem salsicha e ovo em refeições de alunos

29 setembro 2011 - 09h48CG News

Segundo o superintendente de Abastecimento Alimentar (Suali), Danilo Figliolino, a utilização de salsicha e ovo nas refeições dos alunos da REME (Rede Municipal de Ensino) está suspensa por tempo indeterminado. Os diretores foram avisados na manhã desta quarta-feira (28).

"Eles disseram para não usarmos mais salsicha, ovos, coisas desse tipo. Está suspenso por tempo indeterminado", diz a diretora da Escola Municipal Elpidio Reis, na Mata do Jacinto, Maria Cristina Gonçalves de Oliveira.

A determinação surgiu após 180 crianças entre 06 e 11 anos passarem mal. Elas almoçaram arroz, feijão, salada de repolho com tomate e farofa de salsicha e ovo. Quatro crianças continuam internadas no Hospital Regional.

Vistoria

A última vistoria realizada pela equipe de supervisores da Suali na escola Iracema Maria Vicente foi realizada no último dia 12 deste mês. De acordo com o relatório, o depósito de armazenamento de produtos secos é insatisfatório, por ser muito pequeno e abafado.

No mesmo relatório, também foi identificado que a higiene dos utensílios não era adequada. Eles orientaram à direção da escola sobre a necessidade de trocar materiais, como liquidificadores. Ela também foi orientada quanto à necessidade de etiquetar as prateleiras informando qual produto é mais novo, etiquetar congelados e adquirir saquinhos para pão.

Na escola, supervisores também identificaram que a caixa d’água não é suficiente para todos os alunos, por isso, falta água constantemente. As prateleiras da cozinha e do depósito estavam empoeiradas.

Ao todo, são 16 supervisores e uma nutricionista responsáveis por realizar a cada 20 dias a troca de cardápio e a vistoria nas escolas.

Eles atendem 93 escolas e 96 mil alunos. É necessário uma nutricionista para cada cinco mil alunos. Para atender a demanda o correto seria aproximadamente 19 nutricionistas trabalhando junto ao Suali.

Recursos

Os recursos direcionados para a merenda são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com contrapartida da Prefeitura Municipal. Dos recursos federais, são dispensados cerca de R$ 0,30 por criança. A Prefeitura acrescenta cerca de R$ 0,25 a cada uma, perfazendo um total de cerca de R$ 0,55 por refeição.

De acordo com Danilo, essa pequena quantidade de recurso não atrapalha na alimentação oferecida aos estudantes. "Nós conseguimos atender os 30% de valor nutricional que uma criança precisa receber diariamente", diz. Nas escolas de período integral, o valor nutricional atingido é de 70%.

A aquisição de parte dos alimentos oferecidos nas escolas atende aos novos padrões de qualidade nutricional determinados pelo Governo Federal. A Lei nº 11.947 de oito de junho de 2009 determina que 30% da merenda escolar seja comprada de agricultores familiares, dando preferência aos produtos de origem orgânica.

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