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Falta de pediatra na rede pública prejudica atendimento

22 dezembro 2010 - 11h28Alessandra de Souza
O problema com a falta de pediatras nos postos de saúde de Campo Grande continua. Segundo o Sindicato dos Médicos de MS (SinMed), faltam profissionais na rede pública de saúde por causa de problemas como a remuneração, que consideram abaixo da média. Outra preocupação apontada pelo Sindicato é a violência sofrida pelos profissionais nos postos de saúde. Segundo Rosely Coelho Scandola, advogada do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (SINDHESUL), atualmente a pediatria está entre as especialidades médicas mais desvalorizada do país. "A questão do salário é complicada, pois os profissionais dependem do repasse dos convênios. Em Campo Grande, o reajuste autorizado pela ANVISA foi de 6,73% até junho deste ano, e os convênios propõem aos prestadores de serviços o reajuste de apenas 2%", conta. Um exemplo é o preço de uma diária que atualmente varia de R$ 75,00 (setenta e cinco reais) a R$ 104,00 (cento e quatro reais) nas enfermarias, nos apartamentos de R$ 144,00 (cento e quarenta e quatro reais) a R$ 221,00 (duzentos e vinte e um reais) sendo que o preço médio de custo deveria ser de no mínimo R$ 285,00 (duzentos e oitenta e cinco reais) para enfermaria, R$ 424,00(quatrocentos e vinte e quatro reais) para apartamento, sem qualquer lucro ou vantagem para o hospital, segundo dados do Sindhesul. Faltam profissionais A prefeitura de Campo Grande admite que faltam profissionais, mas considera que o salário está dentro das condições do orçamento municipal. Geralmente os pediatras não se interessam pelas vagas, e é preciso recorrer aos recém-formados. Na capital são 162 pediatras atendendo na saúde pública municipal. No posto de saúde Dr. Ênio Cunha, no bairro Guanandi, a situação é difícil. Existem pediatras atendendo, porém só durante a manhã e a noite e sem dias específicos. No começo da tarde, a dona de casa Raquel dos Santos esperava atendimento com o filho de dois anos no colo. Cansada de esperar, teve de procurar atendimento particular para a criança, que passava mal desde a manhã. "Não tem como esperar até as 19h pelo atendimento", lamentou. O prefeito Nelsinho Trad, durante reunião de balanço com a imprensa nesta quarta-feira (22), falou sobre o problema. Segundo ele, houve contratação de gente para saúde em 2010, mas o pediatra é um profissional em falta. "Temos a demanda, mas depende de termos mão-de-obra formada. Estamos na expectativa de quem está saindo das faculdades", conclui. Fonte: Midia Max
PMCG - Cidade do Natal

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