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Ferida após tentar fugir de armadilha, onça deve deixar Cras em 1 mês

14 fevereiro 2011 - 15h20
Após duas fugas e duas capturas, a onça-pintada que transformou o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) em notícia desde novembro do ano passado não vai mais ficar na Reserva do Parque dos Poderes em Campo Grande. Foi o que garantiu esta manhã o diretor de Desenvolvimento do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Roberto Gonçalves. Segundo ele, a intenção é que ela fique no máximo mais um mês no Cras. Os sinais no corpo do animal, recapturado no sábado, confirmam a luta do bicho para voltar a ficar livre. Ela está com escoriações e a suspeita, segundo foi informado esta manhã, sofreu quando tentou novamente escapar da armadilha onde foi recapturada. O bicho tem ferimentos no rosto, que teriam ocorrido na segunda fuga, e outros que seriam fruto da tentativa de escapar da armadilha cavando o chão. O felino fugiu pela primeira vez no dia 29 de outubro. Recapturada quase dois meses depois, em dezembro, fugiu novamente no dia 30, reaparecendo agora. Após cair em uma das 9 armadilhas montada na Reserva do Parque dos Poderes, a onça só foi levada de volta ao Cras após ser sedada. Esta manhã, ainda aparentava estar sob o efeito dos medicamentos aplicados, embora tenha se mostrado irritada com os flashs das máquinas fotográficas. De acordo com o diretor do Imasul, já está decidido que o felino vai deixar o Cras. Mas o destino ainda é incerto. O felino pode tanto ser solto na natureza, e passar a ser monitorado com uma coleira, ou ir para um zoológico. Gonçalves informou que pelo menos um zoológico, de Foz do Iguaçu (PR), já manifestou interesse de ter a onça. Onça oscilou entre irritação e apatia nesta manhã, ao ser "apresentada" aos jornalistas. (Foto: João Garrigó) Na natureza selvagem?Quanto à possibilidade de ela ser solta na natureza, desde que seja monitorada, o diretor do Imasul informou que o Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros) pode oferecer a coleira. Se for solta na natureza, o Pantanal ou mesmo o Parque Nacional do Ivinhema são destinos possíveis. Gonçalves informou que antes de qualquer decisão, o animal vai passar por análises, incluindo exames médicos. Esses exames devem demorar pelo menos 15 dias. A decisão sobre o destino da onça, de acordo com o diretor do Imasul, ficará a cargo do secretário de Meio Ambiente, Carlos Negreiros. *Quanto menos ela ficar aqui, melhor”, afirmou Gonçalves. Sobre a onça ser solta na natureza, ele disse que “a possibilidade está sendo avaliada, e que, se for possível, ela vai ser solta, desde que isso não apresente risco para as pessoas”. Gonçalvez comentou a segunda fuga da onça dizendo que não há um culpato. “Qualquer ser vivo é capaz de surpreender”, resumiu Perigo-Conforme o diretor do Imasul, a preocupação mais presente é com o risco que o felino pode apresentar para as pessoas. Segundo ele, ela já demonstrou que consegue sobreviver na natureza, tanto que voltou até mais pesada. Mas até por ter contato com humanos que normalmente não tem no ambiente natural, ela pode ser um risco. O animal está em uma jaula reforçada, que já foi usada para abrigar um leão. Um dos médicos veterinários que examinaram a onça, Roberta Martins, diz que ela está bastante estressada. Por isso, durante a presença dos jornalistas no Cras, foi solicitado que se fizesse o menos possível de barulho. Ao perceber os flashes, a onça deu um rugido. Depois, chegou a ficar deitada, aparentando ainda estar sob efeito de sedativo. O animal ainda é considerado filhote. Quando fugiu da primeira vez, tinha 8 meses e está para completar o primeiro ano de vida. Fonte: CG News

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