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Festival de Cultura Indígena encerra com escolha de Miss e Mister Indígena 2023

Realizado na Praça do Rádio Clube, a 2ª edição do festival busca honrar as tradições e a herança indígena

13 agosto 2023 - 16h47Sarah Chaves, com informações da Assessoria

A segunda e última noite do Festival de Cultura Indígena, foi marcada pela celebração da beleza dos povos originários com a realização do Concurso Miss e Mister Indígena 2023.

O evento realizado pela Prefeitura por meio da Subsecretaria Municipal de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), integra o calendário oficial comemorativo pelos 124 anos de Campo Grande.

Realizado na Praça do Rádio Clube, o festival, busca honrar as tradições e a rica herança indígena, além de proporcionar representatividade e um espaço de reflexão sobre a importância da preservação das culturas originárias e dos direitos humanos.

“Esse é um evento que queremos que se torne tradição. São 24 comunidades indígenas na nossa capital e nós, enquanto administração municipal, queremos ouvi-los e trabalhar juntos pela preservação e difusão da cultura dos povos originários e que, cada vez mais, consigamos viver em harmonia”, declarou a prefeita Adriane Lopes.

Ansiedade por parte dos candidatos e muita animação na torcida. Ao todo, 13 rapazes e 23 moças concorreram aos tão cobiçados títulos.

Todos os candidatos desfilaram em trajes casuais e vestimentas típicas indígenas. Após as apresentações, coube ao juri composto pela antropóloga, Priscila de Santana, a produtora cultural, Fernanda Teixeira e a Defensora Pública, Thaisa Raquel Defante, apontar os novos miss e mister indígena 2023 de Campo Grande.

Com votação bastante apertada, Gino Jorge Vieira, da Comunidade Darcy Ribeiro, foi escolhido como o Mister Simpatia. Já a faixa de Mister Indígena 2023 ficou com Vagner Marcos, da Comunidade Paravá.

Após uma segunda avaliação solicitada pelas juradas, Lauriete de Oliveira, da Comunidade Nova Canaã foi eleita a Miss Simpatia e o título de Miss Indígena 2023 ficou com Juliane Moreira, da Comunidade Água Funda.

Maria Relinda Euzébio, cacique da Comunidade Dalva de Oliveira, elogiou a festa e lembrou do progresso e do quanto ainda precisamos avançar com relação às questões indígenas. “A festa está linda. É a primeira vez que participo e me sinto muito feliz em estar aqui reunida com meu povo. Há não muito tempo atrás, quase não tínhamos eventos para mostrar nosso trabalho e a nossa arte, hoje já conquistamos esse espaço. É muito bom ver tudo isso acontecendo e sabemos que podemos mais e precisamos de mais, e com a graça de Deus, vamos alcançar”, declarou a líder.

A festa acontece na semana em que se comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 09 de agosto, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1994, como forma de homenagear e reconhecer a importância dos povos originários e como ferramenta de conscientização sobre a necessidade de avanços com relação à inclusão e garantia dos direitos dos povos indígenas.

 

 

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