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Fim do cascalhamento na MS-228 impulsiona pecuária no Estado

Foram concluídos 240 metros de obra na rodovia

02 dezembro 2019 - 08h34Sarah Chaves, com informações da assessoria

O cascalhamento de 40 km da MS-228, que trará avanços na pecuária e turismo do Pantanal sul-mato-grossense, foi concluído no sábado (30), o último trecho de 240 metros da obra, iniciada em março deste ano, que eliminou o areião e os alagados da estrada.

As atividades de cascalhamento tiveram investimentos de R$ 8,5 milhões pelo Governo do Estado, além de recursos aplicados pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) na reforma das pontes de madeira.

Com uma fazenda localizada ao final desse primeiro trecho implantado, o pecuarista Heitor Miraglia Herrera, 58, conta a história de vida que foi marcada na estrada. “Quando vi aqueles caminhões com gado saindo da fazenda para o aterro da estrada senti uns arrepios e lembrei do meu pai, que sempre lutou, como todos da região, por melhor acesso. Passar por esse areião era uma epopeia, só carro de boi e trator. O governador Reinaldo Azambuja encampou nossa luta e está de parabéns”, acrescentou.

Rota Pantaneira: 

O governador Reinaldo Azambuja projeta a implantação de um eixo rodoviário que integrará os extremos do Pantanal com a rota turística Miranda-Bonito-Corumbá-Porto Murtinho.

Em outra rota é executado o mesmo serviço em 65 km das MS-228 e MS-423, entre as fazendas Picapau e Conceição, em Corumbá. Os investimentos na Rota Pantaneira ultrapassam R$ 40 milhões e está projetada também a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, até a ponte de concreto sobre o rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a região ao Porto Jofre (Poconé, MT).

Nos últimos anos o Governo já executou a implantação de 18,8 km da MS-228, entre a Vazante do Castelo e a Fazenda Imaculada (entroncamento com a MS-427), entre Aquidauana e Corumbá, e 34 km da MS-423, da Serra da Alegria (Rio Verde) a Fazenda Morrinho (Corumbá).

Os produtores, pecuaristas e pantaneiros já contabilizam economia de frete em 25% com os investimentos do Estado. A chegada do boi aos leiloes ou frigoríficos em caminhões também agregou valor de carcaça e, com isso, todo o mercado se beneficia. “Há um aumento de consumo, com tendência de crescer, justamente pelo fácil acesso, barateando o frete. Tudo melhorou aqui”, analisa José Antônio Oliveira (Zé Pepe), 65, com comércio de insumos na beira da estrada.

Athus Ingles

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