As políticas de acesso à educação tornaram possível a expansão da educação superior. Avaliar até que ponto a ampliação da oferta traduz uma efetiva democratização, tanto no que se refere ao ingresso como na permanência na universidade com qualidade. Esse é um dos objetivos da Lei que instituiu em Mato Grosso do Sul o Dia Estadual da Educação Superior. A norma, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (PMDB), foi sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante sessão solene, na manhã desta segunda-feira (21).
Anualmente, em 21 de agosto, será celebrado o Dia Estadual da Educação Superior. A data marca a fundação e instalação do Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior do Estado (Crie/MS). De acordo com Mochi, a lei tem como escopo prestar justa homenagem a Educação Superior pela contribuição para o desenvolvimento da nação, valorizar acadêmicos e profissionais e, especialmente, refletir sobre as formas de unir acesso e qualidade. “A busca por inclusão social e maiores oportunidades de ingresso aos níveis mais avançados de educação impacta nas políticas públicas. É nesse cenário de reflexão que devemos debater as tensões e os desafios da produção do conhecimento nas universidades. A educação é a força motriz e a base de qualquer desenvolvimento, seja cultural, tecnológico ou social”, destacou o presidente da ALMS.
Para o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), as reflexões irão contribuir para construir diferentes ações frente às transformações que estão em curso nos cenários estadual e nacional. A reitora da Universidade Anhanguera-Uniderp, Leocádia Aglaê Petry Leme, ressaltou a importância para as novas gerações. “Certamente se trata de um efetivo instrumento de avaliação da educação superior, que está em processo de constante consolidação. Com isso, impactará as próximas gerações, tendo claro que nosso Estado trabalha na educação como todo”.
Conforme o Padre Ricardo Carlos, reitor da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a iniciativa é pioneira, uma vez que as seis universidades de Mato Grosso do Sul poderão debater assuntos relevantes e comuns. “Somando toda a comunidade acadêmica, correspondemos mais de 100 mil pessoas. Isso significa uma notável representatividade. No Dia Estadual da Educação será possível o envolvimento de acadêmicos e professores, dando uma grande visibilidade ao nosso Estado”, disse.
A reitora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Liane Maria Calarge, acredita que a data permitirá também discutir o ensino médio. “A educação superior tem desafios, mas o principal está no primeiro acesso à educação. É necessário debater políticas públicas que melhorem o ensino médio, para que a universidade tenha um salto de qualidade”. O momento, segundo o reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Luiz Simão Staszczak, é de melhoria da educação e desenvolvimento social. “São processos que formam cidadãos conscientes”.
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