As obras do Hospital do Trauma de Campo Grande devem ser concluídas até junho deste ano, conforme previsão feita pelo diretor-presidente do hospital, Esacheu Nascimento, durante reunião realizada na manhã desta sexta-feira (17). Participaram da reunião o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, e representantes da secretaria estadual de Saúde para discutir os termos do convênio entre as partes.
Segundo informações da entidade, pouco mais de 50% da obra já está concluída e o prognóstico é de que a parte física esteja pronta até junho deste ano. A estrutura contará com 128 leitos, sendo 100 leitos de enfermaria, 18 de observação e 10 de UTI Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), cinco salas de cirurgia e três salas de isolamento.
Um dos pontos discutidos durante a reunião foi a construção de uma nova cozinha e lavanderia capaz de atender a demanda crescente. Segundo Esacheu, o Governo do Estado já teria se comprometido em conceder um aporte de R$2 milhões para executar tais obras. O hospital pleiteia ainda um aporte maior para aquisição de equipamentos que não foram listados a fim de ampliar a gama de atendimento.
Outra preocupação exposta pelo presidente da entidade é quanto ao controle do fluxo de atendimentos e como irá transcorrer o custeio dos serviços prestados, haja vista que o convênio é tripartite sendo de responsabilidade do Governo Federal, Governo do Estado e município.
O secretário Marcelo Vilela afirmou que pretende ser parceiro do hospital, entendendo a necessidade de colocar a unidade de Trauma em funcionamento, para desafogar os atendimentos que hoje se concentram na Santa Casa e, assim, melhor atender a população.
A construção da Unidade do Trauma da Santa Casa conta com investimento inicial de R$ 8,4 milhões, recursos empregados pela Prefeitura de Campo Grande (R$ 3,2 milhões), Ministério da Saúde (R$ 2,5 milhões), Governo do Estado (R$ 1,6 milhão) e Associação Beneficente de Campo Grande (R$ 890 mil), administradora da Santa Casa e do Hospital do Trauma. Entretanto, há uma estimativa de que o valor final deva ultrapassar R$ 10 milhões, pois existem serviços que precisam ser executados e não estavam previstos no contrato.
A obra já completou 20 anos e inicialmente seria uma maternidade. Em 2002, o projeto foi alterado para ser um hospital, que ajudaria a desafogar o setor de ortopedia da Santa Casa, que faz em média 100 operações por dia. O setor de traumas é o mais sobrecarregado e é responsável por cerca de 65% dos atendimentos.
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