Menu
Busca segunda, 28 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Geral

Iagro define regras e mantém ações de vigilância sanitária na região de fronteira

03 abril 2011 - 08h20
Campo Grande (MS) – Mesmo com a declaração do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconhecendo a região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia livre de febre aftosa, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) estará vigilante dando continuidade a algumas ações. O chefe da Gestoria de Defesa Sanitária Animal do órgão, Rubens de Castro Rondon, explica quais são as novas regras que integram a Portaria nº 2.247, que normatiza algumas medidas de manejo para a Zona de Alta Vigilância (ZAV). A Portaria publicada no dia 29 no Diário Oficial do Estado traz regras para a vacinação contra a febre aftosa, o trânsito e a identificação individual dos animais na ZAV. De acordo com Rondon, basicamente o que muda com a portaria é a exigência da participação do serviço oficial em relação à liberação para o trânsito dos animais. “Hoje a condição para liberar o trânsito dos animais está muito mais ligada ao produtor rural do que ao serviço oficial. Isso não significa que a Iagro vai ficar ausente da fiscalização na área, algumas ações serão mantidas porque essa foi a condição para que a Organização de Saúde Animal (OIE) atendesse a solicitação do Mapa visando restituir o status de zona livre de aftosa na ZAV”, explicou. Rubens de Castro Rondon informou ainda que algumas ações serão mantidas, como a manutenção da identificação individual do animal como brincos, pinos fixadores, bottons e numeração sequencial, entre outros. “A OIE não abre mão de que estes animais sejam identificados individualmente na ZAV e agora esta responsabilidade passa a ser do produtor rural. Ele vai ter que comprovar isso no órgão mediante as orientações da portaria publicada”, alertou. Outra ação que deverá ser mantida é o controle de fiscalização do trânsito através da manutenção de postos fixos de fiscalização não só na ZAV, mas em toda a zona de fronteira. A vigilância ativa que os fiscais estaduais agropecuários executavam na ZAV também será mantida. Outra iniciativa é em relação à emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). “Os animais saindo ou entrando na zona de alta vigilância vão necessitar da emissão da GTA e ter a rota definida. Se nesta rota tiver passagem por um posto fixo de fiscalização é obrigatória a passagem por um deles para comprovar a documentação”, informou. Rubens de Castro Rondon ressaltou que ações como essas vão continuar, só que mais compartilhadas com o produtor rural. “Vai ficar mais fácil para eles na questão da agilidade da documentação necessária para movimentar os animais. Os produtores também não dependerão mais que seja feita a quarentena dos animais para sair, não depende de vistoria prévia para a retirada, então para o produtor terá facilidade”, afirmou. Um dos compromissos que o produtor deverá cumprir será a comprovação da entrada de animais na ZAV junto à Iagro. Outra ação que o chefe da Gestoria de Defesa Sanitária Animal destaca, recomendada pela OIE, é a vacinação ainda sob a supervisão da Iagro em propriedades que julgar de maior risco para a febre aftosa, como aquelas com alta movimentação de animais, em assentamentos rurais, em aldeias indígenas. “Vamos manter nosso aparato de supervisão, talvez de vacinação, para as propriedades que ofereçam risco sanitário”, admitiu. Comércio Com o Estado que passa a ter status sanitário igual, para o mercado interno não vai haver restrição para o comércio. “O produtor rural, tendo o status igualitário com o restante do Estado, comercialmente, é um impacto principal e vai ser o primeiro passo para que esta zona de vigilância tenha um crescimento na produção. A parte comercial será um ganho grande para o produtor, independente de exportar para o mercado externo”, afirmou Rubens. Para a exportação, Rubens de Castro Rondon afirma que é um segundo passo. “O mercado comprador internacional de carne, como a União Europeia e países como o Chile, exigem uma “noventena” destes animais para que possam comprar carne. Por enquanto as regras para a exportação estão mantidas até que os organismos internacionais reconheçam essa determinação da OIE”, explicou. Atualmente a ZAV conta com cerca de 810 mil cabeças de gado. Fonte: Notícias MS

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Governo da início ao processo de licitação para restauração do Centro Cultural José Octávio Guizzo
Geral
Vídeo: Fogo no Nabileque consome até ponte
Geral
Motorista morre ao cair em barranco próximo a ponte do grego
Geral
Empresário morre após perder controle do carro na MS-276 e colidir contra uma árvore
Geral
Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 60 milhões
Geral
Está de volta a castração de felinos pelo CCZ
Geral
Denunciado por som alto, rapaz coloca fogo na casa do vizinho
Geral
Carlos Iglesias causa confusão em restaurante de São Paulo
Geral
"A grande culpa é de Sheiza", diz esteticista denunciada pela morte de estudante brasileira
Geral
Motociclista morre ao perder controle em curva e bater em árvore na praça do Preto Velho

Mais Lidas

Polícia
Operação manda mais 580 pessoas pra casa após toque de recolher
Educação
Audiência pública aponta que não há condições para volta às aulas na Capital
Polícia
Idoso é encontrado morto em valeta
Geral
Governo da início ao processo de licitação para restauração do Centro Cultural José Octávio Guizzo