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Jovem pesquisador quer ouvir professores de MS sobre gênero e sexualidade

Projeto baseado em A Garota Dinamarquesa já ouviu relatos de estudantes

23 junho 2019 - 15h25Joilson Francelino, com informações da assessoria

Em 2018, o jovem Fabrício Pupo Antunes reuniu depoimentos de experiências positivas de jovens dissidentes de gênero e sexualidade nas escolas de Mato Grosso do Sul. Essa coleta de relatos é uma das fases do projeto TransIdentidades, um blog que surgiu a partir de um projeto escolar que teve como inspiração a obra A Garota Dinamarquesa e a história de Lili Elbe, uma das primeiras pessoas a passar pela cirurgia de redesignação sexual, ainda na década de 1920. Sua transição e todos os enfrentamentos foram relatados em um diário publicado após a sua morte em 1931 e sua história segue inspirando vidas na luta por direitos, reconhecimento e liberdade.

Os depoimentos dos alunos revelaram ao jovem pesquisador o potencial acolhedor das escolas e o que as instituições têm feito em relação aos jovens que desafiam as normas impostas pela sociedade. Por isso, hoje, ele busca a participação de professores neste trabalho por meio de relatos sobre desafios e percepções em relação à produção da identidade de gênero no ambiente escolar.

O trabalho de Fabrício mostrou-se tão importante que até mesmo David Ebershoff, autor do livro A Garota Dinamarquesa, tomou conhecimento do projeto e deixou um depoimento como colaborador.  “Através de sua pesquisa, bolsa de estudos e ativismo, Fabricio Pupo abraçou e levou adiante o espírito de Lili Elbe. Lili foi uma pioneira transexual, lutando por seu direito de ser ela mesma. Ao fazê-lo, ela deixou um legado que continua até hoje. Fabrício está construindo. Seu trabalho combate o preconceito, expande o conhecimento e mostra a muitas pessoas o que significa ser livre.”

Os resultados dessa pesquisa serão apresentados na Universidade de Aarhus, na LGBT Danmark e na Copenhague Pride em setembro na Dinamarca. O convite foi feito pelo Prof. Georg Fisher da Universidade de Aarhus, que ficou interessado pelas pesquisas.

Como participar -  Fabrício está trabalhando no desenvolvimento do trabalho de campo, coletando depoimentos, mas para que o trabalho fique mais rico, ele precisa que professores de todo o estado de Mato Grosso do Sul acessem o blog e deixem seus relatos. Isso pode ser feito por meio do site www.transidentidades.com.br/transescola. Lá, os professores preenchem o formulário de participação e respondem as questões.

Poderão participar da pesquisa professores que tiveram experiências no ambiente escolar com jovens dissidentes de gênero e sexualidade em alguma escola pública ou particular no estado de Mato Grosso do Sul.

Caso aceite participar, a pessoa, então, responderá um formulário disponível no https://transidentidades.com.br/transescola/.

"Nesse formulário, além de fazer o relato, a pessoa responderá questões como: seu nome social ou o que deseja utilizar, o gênero e a identidade com a qual se identifica, a
cidade onde ocorreu o relato, etc. Ela não será identificada na pesquisa, nem mesmo a escola em que ocorreu a sua experiência", explica Fabrício.


Sobre Fabrício Pupo Antunes - Nascido em Campo Grande, em 12 de junho de 2003, ele é estudante do segundo ano do Ensino Médio, bolsista ICJ/CNPq.

Ao longo da sua vida escolar participou de vários eventos ligados a diferentes áreas do conhecimento. Foi campeão estadual no Concurso de Redação da CGU – Controladoria Geral da União, medalhista por três anos consecutivos da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia, finalista por dois anos consecutivos da OBI – Olimpíada Brasileira de Informática, medalhista por três anos da Olimpíada Matemática Sem Fronteiras.

No ano de 2016 fez parte da delegação brasileira no evento 7th International Young Mathematicians Convention IYMC, realizado em Lucknow, na Índia. Em 2016 foi finalista nas feiras FECINTEC, realizada pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul e da FETEC MS.

Em 2017 foi campeão estadual e vice-campeão nacional no 46° Concurso Internacional de Redação de Cartas da UPU (União Postal Universal/Berna – Suíça) realizado pelos Correios. Com o projeto Estudo sobre Sexo, Gênero e Orientação Sexual a partir da análise literária da obra A Garota Dinamarquesa de David Ebershoff foi finalista na FECINTEC 2017; primeiro lugar na Mostra Científica do Cerrado 2017, realizada em Campo Grande – MS; terceiro lugar na MCTEA, realizada em Abaetetuba no Pará; foi credenciado para Feira Ciência Jovem 2018, realizada em Pernambuco e primeiro colocado na área de Letras, Artes e Linguística na FETEC MS 2017, sendo credenciado para FEBRACE 2018.

No ano de 2018 ganhou o primeiro lugar em Ciências Humanas na FEBRACE – USP, o prêmio de melhor projeto do estado de Mato Grosso do Sul e credenciamento para VENCES no México. Em julho recebeu a Menção Honrosa na 70° SBPC realizada na UFAL em Maceió-AL em reconhecimento ao mérito do trabalho e ao conjunto dos dados da pesquisa.

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