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Mortos por tremor e tsunami podem superar 10 mil em província do Japão

13 março 2011 - 11h01
A polícia da província japonesa de Miyagi afirmou neste domingo (13) que estima que mais de 10 mil pessoas tenham morrido vítimas do terremoto e do tsunami do dia 11. A província tem uma população de 2,3 milhões e é uma das três mais afetadas pelo desastre. Até agora, foram confirmadas apenas 379 mortes na região. No país, já são 977 mortos, 739 desaparecidos e 1.683 feridos oficialmente, segundo a Polícia Nacional. Em paralelo com os trabalhos de resgate, cresce a preocupação com a situação na usina nuclear de Fukushima, onde há risco de uma nova explosão. Por enquanto, o número confirmado de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9 seguido de um tsunami no Japão chega a 900, segundo a polícia. A estimativa é que o número cresça bastante. O acesso a alguns dos locais afetados é bastante difícil. Militares encontraram entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata, informou o Exército neste sábado. Em outra cidade portuária, Minamisanriku, havia cerca de 10 mil desaparecidos, segundo a TV local. O governo mandou 100 mil militares para as zonas afetadas, dobro do número previsto inicialmente, e já começam a chegar ao Japão as primeiras equipes de resgate enviadas por outros países. Os EUA puseram à disposição das Forças de Autodefesado Japão seu porta-aviões Ronald Reagan para que seja utilizado como base logística dos helicópteros que voam para as zonas afetadas. Infraestrutura prejudicada Milhões de pessoas seguem sem eletricidade e água potável nas zonas afetadas pelo tremor, eo o governo alertou para o risco de blecautes se não houver economia de luz. Destroços em rua afetada pelo terremoto na cidade de Tagajo, na prefeitura de Miyagi, neste domingo (13) (Foto: AFP)Segundo a TV NHK, pelo menos 1,4 milhão de famílias estão sem água potável desde sexta, e outras 2,5 milhões de casas estão sem energia elétrica nas províncias de Aomori, Iwate, Miyagi e Fukushima. O combustível nos postos de gasolina das províncias atingidas está sendo racionado. Os cortes de eletricidade afetaram dezenas de hospitais próximos à cidade de Sendai, capital de Miyagi, e que foi a mais afetada. O Parlamento do Japão não vai funcionar nesta seguna, nem as fábricas das princiais montadores do país: Honda, Nissan, Mitsubishi, Suzuki e Toyota. O ministro da Economia, Banri Kaieda, disse que as empresas Tokyo Electric Power e Tohoku Electric Power podem aplicar blecautes controlados em sua provisão a partir de segunda-feira para evitar cortes maciços de eletricidade provocados pelo terremoto. Sétimo pior da história O tremor foi o 7º pior na história, segundo a agência americana que monitora terremotos, e também o pior já registrado no Japão. Ele foi seguido de mais de duas centenas de réplicas superiores a 5, várias delas sentidas pela população. O país segue em alerta de novas réplicas. Houve um alerta de tsunami para diversos países da costa do Oceano Pacífico, mas a chegada das ondas a estes locais causou apenas danos menores, e o alerta foi cancelado. Milhares de moradores foram retirados por precaução. Fonte: G1 com informações das agências nacionais.
Terra Benta

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