Após 194 anos de independência do Brasil, uma marca da colonização ainda assombra o país: o racismo.
Fruto de uma ideologia europeia de dominação, o rebaixamento dos africanos e seus descendentes foi "fundamental" para que o processo de colonização fosse bem sucedido e as terras brasileiras, devidamente exploradas em favor de países europeus. 194 anos após declararmos independência da Europa, na teoria, ainda não é incomum nos depararmos com situações de cunho racista em nosso país.
Ontem, 7 de setembro e feriado de comemoração da data festiva, enquanto alguns esbravejavam o hino do país com orgulho, outros, mais uma vez, sofriam racismo.
Em Campo Grande, por volta das 20h da noite, Simone de Almeida, de 36 anos, teve de ouvir da locatária de seu imóvel, a chamar de "puta veia preta mal amada", após uma discussão referente ao consumo de energia da residência.
Já em Paranaíba, Elenilda de Jesus, de 33 anos, foi chamada de "macaca" por Vanessa Pereira, de 32 anos, durante uma discussão no terminal rodoviário.
A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. De acordo com o dispositivo, injuriar seria ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
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