Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde e realizada nas capitais do País revela que o número de brasileiros que bebem e dirigem teve uma queda de 21,5%. Em Campo Grande, a redução foi ainda maior: 31,5%.
No ano passado, 7,6% da população da cidade declarou que dirigia após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 11,1% em 2012, ano da adoção da tolerância zero na Lei Seca. Os homens são responsáveis por 13,7% das infrações envolvendo álcool e continuam assumindo mais riscos que as mulheres que cometem apenas 2,1%. No levantamento total das 27 capitais, 5,5% dos indivíduos entrevistados disseram conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas, índice que em 2012 era de 7%.
Desde 2012 com a intensificação da fiscalização nas cidades, rodovias estaduais e federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma queda no número de acidentes nas estradas federais envolvendo pessoas embriagadas, neste período o número caiu de 7.594 para 6.738, representando uma redução de 11%.
Para o diretor presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), Gerson Claro, apesar da Lei Seca prever multas, perda da habilitação e até mesmo a detenção para quem é flagrado dirigindo sob efeito de álcool, o comportamento dos motoristas é fundamental para a mudanças das estatísticas.
“Sabemos que a mudança de comportamento é gradativa, mas já esta acontecendo os índices estão nos mostrando isso. O que devemos levar em consideração não são somente as infrações cometidas sob efeito do álcool, mas a sobrevivência dos envolvidos em um acidente de trânsito. Nossa meta é construirmos um trânsito seguro, com respeito, com limites, o motorista, o carona, o pedestre, o motociclista, todos devem saber do seu papel no trânsito”, afirma Gerson Claro.
O Brasil é um dos 25 países que estabeleceram a tolerância zero na aplicação de multas para o consumo de bebida alcoólica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei.
Lei Seca
Em 2016, a Lei Seca completa 8 anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece.Com o passar dos anos, a lei passou por mudanças e ficou mais severa com o objetivo de aumentar a conscientização de não se misturar a bebida com direção.
Atualmente o condutor que ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica e for submetido à fiscalização de trânsito está sujeito a multa no valor de R$ 1.915,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado.
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