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“Nunca vou recuperar”: a preocupação de quem precisa da noite para trabalhar

As restrições mudam atividades dos bares na capital

15 abril 2021 - 13h54Sarah Chaves

Os estabelecimentos comerciais de Campo Grande passam por apuros em meio a medidas restritivas que tentam conter avanço da contaminação da Covid. Bares e restaurantes fecham as portas e estudam forma de se adequar e garantir a renda.

No caso do Tasco bar, estabelecimento localizado na Rua Manoel Inácio de Souza, Santa Fé, Jodascil Gonçalves Lopes, conta que já fechou o local algumas vezes, e tenta “contorcionismo” para manter o negócio funcionando e não demitir funcionários. “Quando o toque de recolher era às 20h na semana e 16h no final de semana eu já fechei, eu fiquei no mês passado, 20 dias fechado, o que gerou um grande prejuízo,  porque tem que pagar os funcionários, água, luz e aluguel, aberto ou fechado. Retornamos o atendimento agora com algum otimismo, funcionando até as 21h, limitado, mas a gente estava conseguindo se organizar", lembrou já que o toque de recolher até as 21h ficou vigente até a noite de ontem.

Com a nova posição da capital no mapa do Prosseguir, ocupando bandeira cinza do grau de risco mais grave, Campo Grande voltou ao toque de recolher das 20h Às 5h. “Vamos tentar de estratégia imediata, manter esta semana, quinta e sexta aberto das 17h às 20h, no final de semana vamos funcionar das 12h às 20h”, comentou que a partir da próxima segunda-feira, realizará uma análise pois abrir até as 20h e não abrir “é quase a mesma coisa”, pois o tempo de venda não compensa o valor gasto para abrir o estabelecimento.

Jodascil adiante que provavelmente vai fechar as portas temporariamente, mas a decisão ainda não foi tomada. O empresário comenta que o novo horário e restrições prejudicam as vendas e até mesmo a renda dos músicos. “Vários shows marcados, foram cancelados, não demiti nenhum funcionário, eu sangrei na minha própria carne, tiro o dinheiro da minha pessoa física pra injetar na jurídica para não ter que demitir nenhum funcionário. Para saúde da empresa seria melhor que eu demitisse, mas eu tenho uma responsabilidade ética com eles para não fazer isso.

Quando questionado se com a abertura do negócio em horários menores compensa o tempo que o local ficou fechado, Jodascil é bem realista. “Jamais, eu acho que nunca vou recuperar esse dinheiro. O tempo que fiquei fechado esse ano, somado dá cerca de três meses, esse ganho foi realmente perdido”.

A situação do Tasco também reflete a de outros bares, como o Blues que anunciou seu fechamento nesta quinta, e garantiu que a “qualquer novidade, ou esperança” eles irão avisar. Já o comunicado do Grous Bar, na rua Antônio Maria Coelho, estabelece que deve ficar inativo enquanto o toque de recolher estiver vigente, “assim que terminar, voltaremos com muitas novidades”.

O Refúgio Escritório Bar, publicou uma nota, explicando que em decorrência do agravamento do cenário de pandemia se solidariza com as famílias que tiveram perdas e se sensibiliza com as ações de prevenção das autoridades públicas, e por isso resoleram prorrogar o retorno das atividades. “Resolvemos prorrogar o nosso retorno, visando prezar pela saúde de nossos colaboradores e clientes, por enquanto, sem previsão de retorno. Estamos de olho no cenário, e certos de que o cenário está perto de melhorar e, se Deus quiser, poder voltar a oferecer à você cliente o melhor do nosso Refúgio”, escreveu.

Outro setor afetado são os das conveniências e restaurantes, sócio da Conveniência DW, no Tijuca, Willian Rosa abriu um novo negócio no momento mais crítico da história, mas com a esperança de boas vendas com comércio localizado de frente a uma nova avenida no Jardim Tijuca, e no começo conta que até vendia bem. “Antes de acontecer tudo, meu comercio vendia melhor durante a noite, mas agora as pessoa não tem dinheiro”.

“Mal vem pessoas de dia quando estão indo trabalhar, e atarde vendo um pouquinho. A noite não tem ninguém na rua mais, mas é só questão do toque de recolher ,é questão que as pessoas estão sem dinheiro também”, frisa o comerciante.

Em parelelo, em meios  a medidas restritivas e decréscimo do comércio, o Governo do Estado  prorrogou por 90 dias a cobrança de ICMS dos bares e restaurantes em Mato Grosso do Sul. Após esse período de três meses, o pagamento será parcelado em 12 vezes, sem juros ou correção. A medida beneficia 6.746 estabelecimentos no Estado e é uma das medidas de salvação ou alívio para empresários

Girafa

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