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"O corpo é o de menos”, diz jovem no Dia Nacional da Luta PCD

A data reforça a importância de se respeitar e inclusão social

21 setembro 2020 - 18h40Matheus Rondon

O senso de 2010 apontou que são 45 milhões de brasileiros, cerca de ¼ da população com algum tipo de deficiência.  Apesar de ser celebrado desde 1982, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído oficialmente em julho de 2005, e vem da necessidade de conscientizar a população sobre a importância de se proporcionar inclusão para todas as pessoas.

Falta de oportunidades, preconceito, exclusão e ruas sem acessibilidades, essas são algumas das dificuldades enfrentadas diariamente por pessoas com algum tipo de deficiência, seja ela auditiva, física, mental, visual ou múltipla.

Thalía Britto utilizou o Facebook para relatar sobre sua vivência como PCD, “Minha luta começou há quase cinco anos e antes disso eu jamais imaginei que haveria tanto preconceito e tanta falta de acessibilidade. A gente precisa normalizar a pessoa com deficiência, guardar pra nós os olhares e as perguntas inconvenientes, precisamos normalizar o diferente, aquilo que não está nos padrões da sociedade”, escreveu na publicação.

"O dia nacional é hoje, mas a nossa luta são todos os dias."

Para a jovem de 21 anos, a nossa sociedade é muito capacitista, ou seja, considera pessoas com deficiência como inferiores, pode não ser tão direta, mas é estrutural e está enraizada.

Thalia conta que antes do acidente cardiovascular que sofreu em 2016, ela não via as coisas da mesma maneira de agora “Mudou muita coisa, principalmente a forma como eu vejo as minorias, sabe, quando você não faz parte de uma minoria acaba sendo um pouco mais difícil você olhar ao redor, eu passei a ver o mundo de outra forma.”, relata.

Pelo fato de usar muletas, ela tem dificuldades para arrumar emprego, e a maioria implica pelo fato de usar muletas. “de 10 entrevistas 7 implicam, com perguntas se eu vou conseguir realizar o trabalho por conta da muleta e coisas do tipo.”, explica.

A internauta finaliza a publicação, relatando que não tem muitas fotos, pois é algo que ela ainda precisa superar, “tenho um pouco de vergonha em passar em frente a um grupo de pessoas, e não é algo da minha cabeça, outras pessoas que andam comigo também percebem os olhares, as pessoas não disfarçam e isso me incomoda", esclarece.

Terminamos a conversa com a jovem deixando um recado para quem passa pelas mesmas dificuldades de que ela: “Não se abale pelas dificuldades, infelizmente por conta da sociedade que é acostumada com um certo padrão, a gente acaba se sentindo muito inferior e precisamos entender que nós somos todos iguais e as dificuldades só existem porque o Estado não faz o papel dele, as pessoas precisam olhar pra dentro de si e ver que são muito mais que um corpo, olhar pelo caráter, força de vontade, o corpo é o de menos”, encerra.

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