Via Terra
Com um tom progressista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apontou na noite dessa terça-feira (12), em seu último discurso do estado da União, que o país não deve isolar-se como defendem os que usam retórica do medo do terrorismo; deve buscar uma economia mais justa e igualitária e defendeu mudanças no sistema eleitoral americano, com o fortalecimento do voto direto.
Durante quase uma hora, ele fez o balanço dos sete anos de governo, mas frisou que seu enfoque seria o futuro e em como os Estados Unidos deveriam ser construídos por todos: brancos, negros, latinos, democratas e republicanos.
Ao falar da ação de grupos como o Estado Islâmico (EI), ele disse que o país deve ir atrás dos terroristas, mas que não deve acreditar que eles “representam uma à existência da nação”. Obama defendeu que o combate ao EI é uma prioridade, porque eles usam a Internet para envenenar as mentes dos indivíduos dentro do próprio país.
Na visão dele, no entanto, isso não quer dizer que os Estados Unidos devam ser radicais contra a diversidade religiosa e ideológica em seu território. “Nosso inimigo [EI] está escondido em garagens e apartamentos e vamos atrás deles, que representam um perigo para civis. Mas não precisamos destruir alianças ou afastar aliados vitais nesta luta baseados em uma mentira de que o Estado Islâmico representa uma das maiores religiões do mundo (Islamismo)”, afirmou.
Obama enfatizou bastante o tema, especialmente porque a ideia de endurecer as regras para muçulmanos é uma das propostas que vem alavancado o crescimento do multimilionário, Donald Trump, pré-candidato presidencial e líder nas pesquisas entre os Republicanos.
O presidente lembrou que os Estados Unidos lideram uma coalizão de mais de 60 países na estratégia de cortar o financiamento do EI e nos ataques aéreos. “Além disso, estamos assumindo a liderança de seus campos de treinamento e apreendendo suas armas”, disse.
Mas ele também exortou o Congresso a autorizar o uso de forças militares contra o EI. Afirmou que embora o enfoque primordial da política externa de segurança do país deva ser o combate ao EI e a Al Qaeda, também é importante trabalhar pela estabilidade na África, América Central e Ásia.
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O presidente dos EUA, Barack Obama (Imagem: reprodução) 


