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Parceria leva atendimento para jovens da Unei

04 setembro 2017 - 12h19Da redação com Assesoria

A Subsecretaria de Políticas para Juventude da Prefeitura de Campo Grande e a Unei Feminina Estrela do Amanhã se uniram para proporcionar um dia de beleza para as meninas que estão reclusas na casa.

O cabeleireiro e funcionário público da Subsecretaria, Marcos Rogério Andrade Ferreira, conversou com as jovens e cuidou da aparência de cada uma das oito internas que estavam no dia.

A ação entre os órgãos aconteceu pela primeira vez e já há um estudo para que possa ter uma continuidade. A intenção é que, pelo menos uma vez por mês, o cabeleireiro possa ir à unidade e realizar um trabalho diferenciado com as internas.

“Este é um trabalho que eu já faço com os detentos do semiaberto e poder levar um serviço como este para estas pessoas é fundamental e ajuda na resocialização. Os jovens precisam ver que há outras oportunidades e que o crime não compensa. Por que não ajudar da forma como gostamos de fazer?”, disse Roberto.

O subsecretário de Políticas para Juventude da Prefeitura, Maicon Nogueira, destaca que as parcerias são fundamentais para alcançar os jovens. Ele ressalta também que é preciso trabalhar com essa parcela da população de forma contínua, para que possam ter condições de se desenvolverem com melhor estrutura.

“Precisamos entender a realidade dos jovens para poder fazer ações que visem à melhoria da qualidade de vida deles. Eles já crescem vendo que os pais não tiveram oportunidades e temos que mostrar que eles não precisam seguir a mesma vida e aproveitar as portas que estão se abrindo”, disse.

A Unei Estrela do Amanhã está em uma casa adaptada para receber adolescentes com idade entre 12 e menores de 18 anos completos. A maioria delas, de acordo com a direção da unidade, fica em torno de 45 dias, conforme encaminhamento do juiz, e estão cumprindo pena por tráfico. Muitas delas são de outros estados, como Mato Grosso, Rondônia e Pará, mas há também jovens de outras cidades de Mato Grosso do Sul.

As parcerias com entidades públicas, privadas e religiosas proporcionam diversas atividades físicas, laborais, artesanais e culturais, para que elas passem o dia com pensamentos diferentes dos que ela tinha quando chegou. As ações buscam desenvolver os talentos das jovens infratoras. Muitas vezes, as internas que tem condições de sair vão a museus, parques e cinema. Elas também têm acesso à dança, judô e atividades escolares do ensino médio e fundamental.

A diretora da Unidade, Dorotéa Lamar Ramos Ayoroa, destaca que a medida de internação já tem dimensões punitiva e a intenção é promover a ressocialização dessas jovens.

“Nós trabalhamos em um contexto educativo ligado a parcerias, porque sem parcerias nós não fazemos nada. Temos parcerias com Secretaria da Mulher, Ampare, entidades religiosas, SENAR, ligadas a Secretaria de Saúde e Educação”, disse Dorotéa.

As parcerias resultam em uma nova realidade para as internas e, mesmo que o tempo de permanência na unidade seja pouco, é essencial mostrar que elas podem seguir outros caminhos e que há outras oportunidades.

“O trabalho que fazemos aqui é muito rápido. Teve uma jovem que ficou 11 meses. Ela fez cursos de informática, de relacionamento pessoal, de primeiros socorros. O que tinha para oferecer, nós oferecemos. Depois que ela saiu, veio aqui e pediu o certificado, porque arrumou um emprego e precisava colocar no currículo”, exemplificou a diretora da Unei.

O local é composto por uma equipe multidisciplinar que conta com psicóloga, assistente social, educador físico, de assuntos gerais e agentes de segurança. Uma vez por semana, há uma reunião para avaliar como está o desenvolvimento das meninas que estão internadas.

Por virem de uma realidade onde as oportunidades desaparecem como areia ao vento, muitas entram na Unei achando que são injustiçadas e que não deveriam estar ali. Todas elas passam por um trabalho psicológico que envolve, principalmente, a percepção de novas chances de vida.

“A gente mostra o porquê ela veio parar aqui, outras entram já sabendo o porquê estão aqui. Muitas entram com crise de abstinência. Em todos os casos, a família é importante. Muitas vezes temos que trazer a família, já que elas não têm mais contato. Como trabalhamos com meninas, a maioria já não tem mais contato com a família. Mesmo as que têm 12, 13 anos, não tem mais contato. Algumas estão morando com amigas ou morando com namorado”, explica a psicóloga da unidade, Silvia Guimarães Dias.

Depois de cumprida a pena, a Unidade encaminha as adolescentes para a família, levando cada uma delas até os responsáveis.

 

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