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Perícia de MS amplia capacidade de realizar exames de DNA

Os peritos do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf) e da Coordenadoria Geral de Perícias (CGP) receberam reforço

24 fevereiro 2019 - 10h52Assessoria

A coleta de material genético de condenados em Mato Grosso do Sul e a realização de outros exames periciais relacionados à DNA para identificar provas de crimes receberam reforço. Os peritos criminais do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), da Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), passam a contar agora com um novo equipamento, o pipetador automático da Quiagen, que permite automatizar e agilizar exames dessa natureza

A nova estrutura já está disponível no Ialf e os peritos criminais do instituto realizaram treinamento agora em fevereiro para utilização do novo sistema. O equipamento foi doado para o Estado de Mato Grosso do Sul pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para atender meta de projeto apresentado sobre coleta de material genético de condenados, atualmente reclusos no sistema carcerário estadual.

Esse tipo de coleta já vinha acontecendo em Mato Grosso do Sul, mas ainda sem conseguir atender toda a demanda. A proposta com essa modernização do Ialf é avançar nos exames de DNA e permitir colaborar ainda mais com a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). 

Em dados nacionais, o banco tem armazenado mais de 13,1 mil perfis genéticos, sendo que em sua maioria o material coletado foi em cenas de crimes e uma menor quantidade em condenados identificados criminalmente. Sua estruturação começou em 2013, depois da publicação da lei federal 12.654, de 28 de maio de 2012, que regulamenta a coleta de perfil genético como forma de identificação criminal.

A ampliação do Banco de Perfis Genéticos é atualmente uma medida dada como prioritária pelo Ministério da Justiça. A intenção é que ainda toda a população carcerária de condenados seja mapeada geneticamente.

O novo equipamento disponível para os peritos criminais do Ialf possui software interligado que permite a programação das reações que são necessárias para se realizar os exames. Os reagentes e as amostras de DNA são colocados nas placas e a reação de mistura ocorre de modo automatizado.

O pipetador automático garante que o processo de pipetagem (transferência de volume) seja feito automaticamente pelo novo equipamento. Isso resulta em redução de cerca de 40 minutos por procedimento, além de reduzir a probabilidade de erro humano na sistemática de produzir as reações necessárias ao misturar o reagente.

Os exames de DNA, além de contribuírem para o banco de dados de condenados, permitem que o combate a crimes sexuais seja mais efetivo, aumentando as chances de identificar autores por meio de provas contundentes. Também podem ser determinantes para localizar autores de assassinatos e até mesmo de outros crimes.

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