A Polícia investigará por que o procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla não foi preso há dois meses, quando a Justiça emitiu um mandado de prisão. Ele foi detido somente na sexta-feira (24) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suspeita de ter estuprado um adolescente de 13 anos.
Segundo o chefe geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas, o órgão não foi informado sobre a prisão. "Na verdade, a polícia não atrasou dois meses, existe um procedimento. Passa pelo Ministério Público para fazer o parecer, vai pro juiz, e ele decidindo pela decretação, deve devolver a informação para a autoridade que requereu a prisão, e foi lançado no sistema e não chegou na delegacia", comenta.
Ele explica que existe um procedimento padrão, onde a informação é colocada em um sistema e deveria haver um monitoramento, e a devolutiva à delegacia. “Não foi monitorado o sistema porque temos milhares de mandados a serem cumpridos, o sistema é alimentado todos os dias, e não há um acompanhamento diário, até porque as nossas cadeias não tem capacidade para todas os presos”.
De acordo com a polícia, a demora não é comum, mas há uma dificuldade no cumprimento dos mandados de prisão, devido à complexidade dos fatos e superlotação em cadeias. “Estamos averiguando para ver se houve falha do delegado, porque aconteceu isso”, comenta Vargas.
Vargas lamenta o ocorrido, também devido a prisão do acusado ser decretada devido ao crime de estupro de vulnerável, já que ele cometeu um homicídio antes. Em 2009, Carlos Alberto Zeolla matou com um tiro na nuca o sobrinho Cláudio Zeolla, de 24 anos, em Campo Grande.
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Carlos Alberto Zeolla além do crime de estupro de vulnerável, também matou o sobrinho em 2009 



