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Por dia, 4 PMs são afastados para tratamento psicológico após mortes

No 1º semestre deste ano, 741 policiais militares foram afastados de suas funções

12 setembro 2019 - 12h15Priscilla Porangaba, com informações do R7

Quatro policiais militares são afastados em média todos os dias por participarem de casos registrados como "morte decorrente de intervenção policial", o antigo auto de resistência.

 Os PMs deixam temporariamente de exercer suas funções para "restabelecimento psicoemocional".

De acordo com os dados obtidos pelo via Lei de Acesso à Informação, no primeiro semestre deste ano, 741 policiais militares do Estado de São Paulo tiveram que ser afastados para passar pelo tratamento psicológico.

O número de janeiro a junho de 2019 é 15% maior do que o mesmo período do ano passado, quando 644 PMs foram retirados de suas funções após participarem de ocorrências que terminaram em mortes.

Conforme a Polícia Militar, os policiais entraram no Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar que visa proteger o PM. Os militares afastados "foram avaliados quanto à aplicação de algum tipo de prescrição da atividade operacional".

São incluídos no programa apenas os policiais que participam de mortes durante o período de serviço. O ouvidor de polícia acredita que é importante os PMs saírem de suas funções para serem tratados.

No entanto, o problema é que policiais militares encaram o afastamento e tratamento psicológico como uma forma de punição pelo envolvimento em casos com vítimas letais, principalmente porque precisam mudar seus horários de trabalho — o que acaba inviabilizando os "bicos" (serviços não oficiais).

A Polícia Militar diz que "conta com o Sistema de Saúde Mental, que disponibiliza núcleos em todo Estado, com psicólogos e assistentes sociais".

O sistema consiste em "programas preventivos na área de saúde mental, palestras, atendimentos psicológicos individuais e em grupos".

Ainda conforme a polícia, o sistema conta com o Centro de Atenção Psicológica e Social(Caps) e 35 Núcleos de Atenção Psicossocial (Naps).

Os dados obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação também apontam que, no primeiro semestre deste ano, a Polícia Militar instaurou 300 inquéritos para apurar casos de mortes decorrentes de intervenção policial.

No mesmo período do ano passado, houve a instauração de 267 inquéritos para apurar esse tipo de ocorrência.

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