Menu
Busca quinta, 21 de fevereiro de 2019
(67) 99647-9098
Geral

Proposta que abria espaço pra liberação da caça de baleias é derrotada

Houve a permissão em alguns casos

14 setembro 2018 - 17h53Da redação com informações da Agência Brasil

Terminou nesta sexta-feira (14) a Conferência Internacional da Baleia (CIB), realizada nesta semana em Florianópolis. No último dia, uma votação importante terminou com a garantia da proteção desses animais contra a caça comercial. Com isso, fica mantida a moratória desta prática, com a exceção de casos para subsistência de alguns grupos, como esquimós.

Por maioria de votos, foi derrotada uma proposta apresentada pela delegação japonesa que trazia duas mudanças. A primeira era a criação de um comitê de caça sustentável. O órgão seria responsável por avaliar situações em que a atividade poderia ser permitida e apresentaria à Comissão Internacional da Baleia para avaliação e deliberação.

A segunda proposta era a mudança na forma de votação. Atualmente, para emendar ou alterar a convenção internacional sobre o tema, são necessários três quartos dos votos, ou apoio de pelo menos 75% dos países presentes aos encontros internacionais. Pela redação sugerida pelo Japão, essa exigência cairia para pelo menos 51%, ou maioria absoluta.

Segundo a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Fábia Luna, a negativa foi importante para não abrir uma brecha que poderia ser explorada nos anos seguintes.

“Isso acabaria flexibilizando para que na próxima reunião o Japão pudesse ter mais países para votar com eles, por exemplo a queda da moratória”, explica Luna. A moratória é a proibição da caça comercial prevista na convenção e que é questionada pelo Japão e por outros países, como Noruega e Islândia. A delegação brasileira votou contra a proposta japonesa, informou a representante do ICMBio à Agência Brasil.

No encontro foi discutida também a liberação da caça para alguns grupos populacionais com tradição de consumo do animal, como aborígenes. Houve a permissão em alguns casos. Segundo Fábia Luna, o Brasil se absteve por concordar com alguns casos, como o de populações do Alasca, e discordar de outros, como espécies que transitam entre a Groenlândia e a região do Caribe.

Sesc Novo

Deixe seu Comentário

Leia Também

Cidade
Guardas aceitam o “velho” nome, mas não mudança de atribuições
Geral
Sistema do Detran-MS permanece fora do ar nesta quinta-feira
Geral
Em audiência, Energisa diz "que não houve aumento de tarifa e sim de consumo"
Geral
Deputados voltam a debater "cota zero"
Geral
Reinaldo será entrevistado na Globo News nesta quinta
Geral
Prefeitura entra na luta pela causa animal
Geral
Reforma pode sofrer alterações no Congresso, diz Major Vitor Hugo
Geral
Lei Anticrime será debatida em audiência na OAB/MS
Geral
Sistema do Detran-MS está fora do ar nesta quarta-feira
Geral
Em entrevista, Longen se diz "a disposição de qualquer controle"

Mais Lidas

Polícia
Depois de sair de festa, jovem morre ao capotar veículo no centro
Cidade
Evite ser multado, saiba onde estão os radares nas ruas da capital
Polícia
Dupla em motocicleta atira e acerta rosto de policial, na fronteira
Cidade
Prefeitura convoca aprovados em processo seletivo para merendeiro