O governador Reinaldo Azambuja voltou a se posicionar sobre as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada na semana passada para desarticular uma organização criminosa de fiscais agropecuários e empresários de frigoríficos que facilitavam a produção e comercialização de produtos adulterados. Nesta segunda-feira (20), durante evento que reuniu autoridades da Segurança Pública em Campo Grande, Reinaldo disse que a carne produzida em Mato Grosso do Sul tem marca de qualidade no Brasil e no exterior e que o produto brasileiro não deve ser criminalizado, de nenhuma forma.
“Acredito que aqueles que fizeram coisa errada, tanto por parte dos fiscais, quanto dos frigoríficos, devem ser punidos. Mas a carne brasileira não deve ser criminalizada. Principalmente a de Mato Grosso do Sul, que tem uma marca de qualidade no mercado nacional e internacional . Temos certeza que vamos, no devido tempo, restabelecer e mostrar ao mundo a qualidade da carne brasileira. Precisamos de muita serenidade nesse momento. Temos uma preocupação enorme quanto a questão da sanidade e excelência de produtos. Nosso Estado e País demoraram anos para conquistar esse posto de referência e vamos mostrar que o serviço de vigilância animal e vegetal funcionam bem, que nossa carne é segura e que o consumidor pode ficar tranquilo”, afirmou Reinaldo.
A operação da Polícia Federal identificou irregularidades em três frigoríficos com unidades em 12 estados brasileiros. Nenhuma delas fica em Mato Grosso do Sul. Essa condição foi ressaltada pelo governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que também participou da reunião da segurança em Campo Grande e lembrou que não foram constatadas fraudes nos dois estados.
“Nossos institutos de defesa sanitária trabalham em conjunto. Mato Grosso tem 30 milhões de cabeças de gado bovino e Mato Grosso do Sul tem cerca de 21 milhões. Nossa carne tem rastreabilidade e certificação. Queremos que o cidadão tenha tranquilidade nesse momento e que os que foram envolvidos, que são um número bem pequeno, sejam responsabilizados. Não podemos generalizar. Os inocentes não podem pagar pelos culpados”, afirmou Taques.
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