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Rodovia que corta o Pantanal de MS vai virar estrada ecológica, diz Ibama

08 novembro 2011 - 16h02Ronaldo Balla

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quer transformar a BR-262, no trecho de 284,2 quilômetros que corta o Pantanal de Mato Grosso do Sul, entre as cidades de Anastácio e Corumbá, na primeira rodovia ecológica do estado.

Segundo o órgão ambiental, um dos principais objetivos é adotar uma série de itens e programas já experimentados em outras rodovias brasileiras para tentar diminuir o número de atropelamentos de animais silvestres na estrada.

Um estudo do próprio Ibama realizado em parceria com uma universidade do Paraná no período de um ano, entre os meses de junho de 2010 a 2011, revelou que 1.400 animais foram atropelados na BR-262 neste trecho.

O estudo identificou 88 espécies diferentes de animais atropelados, 79,95% eram mamíferos, seguidos por 12,28% de aves e 8,77% de répteis. A maior parte dos atropelamentos foi registrada no trecho entre a cidade de Miranda e o Morro do Azeite.

Para reduzir esses números, o Ibama aponta que encaminhou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) os programas ambientais que serão exigidos para o licenciamento da reconstrução da BR-262.

A estrada, conforme o órgão ambiental, vai ter sinalização especial, cercas em áreas críticas de mortandade de animais na pista, 93 passagens de animais sinalizadas e ainda um mirante turístico no entroncamento da Estrada Parque para que os turistas e moradores possam apreciar a fauna do Pantanal.

A expectativa do órgão ambiental é que sinalização especial comece a ser implementada ainda este ano.

Flagrante

Uma equipe de reportagem flagrou na última quinta-feira (3), vários animais silvestres atropelados na BR-262, entre Miranda e Corumbá. Animais como jaguatirica, capivara, tamanduá, tatu, tucano e até um bicho preguiça foram vítimas nos 240 quilômetros que compõem o trecho que passa pelo Pantanal.

Para o major Edmilson Queiroz, assessor de imprensa da Polícia Militar Ambiental (PMA), quando os animais são de pequeno porte os gaviões e urubus levam as carcaças e não há como realizar um registro da morte do animal.

“É complicado fazer um trabalho contínuo ali, quando somos acionados e a carcaça dos animais está preservada, nós utilizamos para educação ambiental”. Segundo a assessoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os acidentes são frequentes porque a estrada corta o Pantanal. Os motoristas geralmente só registram boletim de ocorrência se o animal atingido for de grande porte e causar estragos no veículo. Queiroz afirma que os motoristas devem ter cuidado redobrado para preservar a fauna do estado. “O motorista tem sempre que andar na velocidade da rodovia e tem sempre que lembrar que o ser pensante é ele e não o animal”, afirma o policial.

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