O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Nicolás Maduro e a esposa teriam sido capturados após uma ofensiva militar contra a Venezuela. Mais cedo, o governo venezuelano denunciou ter sido alvo de uma “agressão militar” norte-americana, após uma série de explosões atingir Caracas e outras regiões do país durante a madrugada, levando à decretação de estado de emergência nacional.
Embora o governo dos Estados Unidos não tenha confirmado oficialmente a autoria dos ataques, a emissora CBS News informou, com base em fontes com conhecimento da operação, que Trump teria ordenado os bombardeios. Segundo comunicado oficial da Venezuela, explosões também foram registradas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que motivou a mobilização das forças de defesa.
Testemunhas ouvidas pela Reuters e imagens divulgadas nas redes sociais mostram colunas de fumaça preta, aeronaves sobrevoando a capital e explosões em diferentes pontos de Caracas por volta das 2h (6h de Brasília). Moradores relataram ainda queda de energia no sul da cidade, próximo a uma importante base militar.
Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, bombardearam quase 30 embarcações, com mais de cem mortes. Caracas acusa Washington de tentar derrubar o regime venezuelano. Na terça-feira (30), o Comando Sul informou novos ataques contra embarcações suspeitas de tráfico em águas internacionais. Trump também havia autorizado operações da CIA no país.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou preocupação com os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns na Venezuela.
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Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela (Luis Jaimes/AFP)



