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Internacional

Fungo negro: infecção rara tem “mutilado” pacientes de Covid

Segundo médicos indianos, casos dessa doença estão se tornando mais numerosos no país, especialmente entre mais jovens

09 maio 2021 - 16h51Brenda Assis

Um fungo raro e perigoso tem “mutilado” pacientes de coronavírus na Índia. A infecção, chamada de mucormicose, é causada pela exposição a um tipo de mofo comumente encontrado no solo, plantas, esterco, frutas e vegetais em decomposição. De acordo com médicos indianos, os casos estão se tornando mais numerosos no país e entre a população mais jovem.

Na manhã de sábado (8), Akshay Nair, um cirurgião de olhos de Mumbai, na Índia, estava esperando para operar uma mulher de 25 anos que havia se recuperado de Covid-19 três semanas antes. Dentro da sala de cirurgia, a paciente diabética já estava sendo submetida a outro procedimento, por um otorrinolaringologista.

Ele havia inserido uma cânula em seu nariz e estava removendo tecidos infectados com mucormicose, uma infecção fúngica rara, mas perigosa. Essa doença agressiva afeta o nariz, os olhos e, às vezes, o cérebro.

Depois que seu colega terminasse, Nair realizaria uma cirurgia de três horas para remover o olho do paciente. “Vou remover o olho para salvar a vida dela”, explicou ele à BBC News.

Como a doença age

A doença afeta os seios da face, o cérebro e os pulmões e pode ser fatal em diabéticos ou em indivíduos gravemente imunodeprimidos, como pacientes com câncer ou pessoas com HIV/Aids.

O médico diz acreditar que a mucormicose, que tem uma taxa de mortalidade geral de 50%, pode ser desencadeada pelo uso de esteroides, um tratamento que salva vidas para pacientes graves com Covid-19 e criticamente doentes.

Os esteroides reduzem a inflamação nos pulmões e parecem ajudar a interromper alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunológico do corpo entra em atividade para combater o novo coronavírus.

Mas acabam por reduzir a imunidade e aumentam os níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos e não diabéticos com Covid-19.

Acredita-se que essa queda na imunidade possa estar desencadeando esses casos de mucormicose.

“Mutilação”

Os médicos dizem que a maioria de seus pacientes busca tratamento médico tarde demais, quando já estão perdendo a visão. Como resultado, eles precisam remover cirurgicamente o olho para impedir que a infecção alcance o cérebro.

Algumas vezes, contam, os pacientes perderam a visão em ambos os olhos. E, em casos raros, os médicos precisam remover cirurgicamente o osso da mandíbula para impedir que a doença se espalhe.

Uma injeção intravenosa antifúngica que custa 3,5 mil rúpias (R$ 250) a dose e tem que ser administrada todos os dias por até oito semanas é o único medicamento eficaz contra a doença.

Uma forma de impedir a possibilidade de infecção fúngica é garantir que os pacientes com Covid-19 — tanto no tratamento quanto após a recuperação — recebam a dose e a duração corretas de esteroides, diz Rahul Baxi, diabetologista de Mumbai.

 

Genetica 1

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