O Pedido de Providências que tratava do hasteamento da bandeira do Brasil império em setembro de 2021 no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul foi arquivado nesta terça-feira (11) por unanimidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O relator do caso foi o Ministro Luís Felipe Salomão, que também é Corregedor Nacional de Justiça, que votou pelo arquivamento do Pedido de Providências, sendo acompanhado pelos demais ministros.
Na época então presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, determinou a retirada da bandeira imperial do mastro principal do pavilhão do Tribunal de Justiça de MS (TJMS).
A deliberação atendeu ao pedido em representação de membros do CNJ diante da conduta do presidente do TJMS, desembargador Carlos Eduardo Contar, que ordenou o hasteamento da bandeira do Brasil império entre os dias 6 e 10 de setembro e divulgou o ato como celebração ao Dia da Independência. A decisão considerou que a bandeira hasteada não se insere entre os símbolos oficiais do Poder Judiciário.
De acordo com o advogado do desembargador, Dr. Daniel Castro, “o fato ocorrido não se revestiu de qualquer conotação política, tratando-se de simples ato de celebração da abertura das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, não se fazendo alusão à qualquer regime de governo e nem manifesto político ideológico. O alarde em torno do fato resume-se à tentativa de inserir comemoração cívica em contexto político e de interpretá-la no plano de uma inexistente simbologia política. Ou seja, não houve a prática de qualquer conduta ofensiva ou afronta à LOMAM ou ao Código de Ética da Magistratura Nacional”.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Homem é condenado a 17 anos de prisão por estupro e exibição de pornografia para enteada

Licitação de R$ 799 mil da Defensoria Pública é suspensa por decisão do TCE-MS

Promotora cobra controle mensal das obras em Naviraí e faz recomendação à prefeitura

TJ manda prefeitura de Campo Grande sair da omissão e cuidar de animais abandonados

Justiça torna réus PMs acusados de matar homem em surto no bairro Vida Nova

Justiça dá 30 dias para prefeitura apresentar plano e conter caos na Chácara dos Poderes

Homem que matou desafeto em Campo Grande é condenado a 20 anos de prisão

Tribunal italiano adia julgamento sobre extradição de Zambelli

STF torna ré mulher que ofendeu ministro em voo comercial


Desembargador Carlos Eduardo Contar (Amamsul)


