O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), negou habeas corpus aos policiais Frederico Maldonado Arruda e Elvis Elir Camargo Lima que estão presos desde o dia 15 de outubro, por ordem do Ministério Público Estadual, acusados por organização criminosa.
A prisão preventiva dos suspeitos foi decretada para garantia da ordem pública. O pedido de revogação de prisão preventiva, foi feito pelo advogado das partes, Marcio Messias de Oliveira, que pediu prisão domiciliar a Frederico alegando bons antecedentes, e que deve ficar em casa por ser pai de família e estar acometido por um glaucoma.
Já o pedido de habeas corpus de Elvis Elir, feito também pelo advogado Márcio Messias, foi dada diante os argumentos de que o policial tem trabalho fixo, é pai de família de acordo com o art.319, decidido assim o habeas corpus em caráter excepcional, cabível apenas quando a decisão impugnada estiver eivada em flagrante.
O desembargador Ruy Cezar Barbosa Florence, indefiriu o pedido de habeas corpus, a Frederico pela acusação de criação de uma organização criminosa, com finalidade de praticar diversos homicídio. “Considerada pelo Ministério Público, uma verdadeira milícia privada. O suspeito juntamente com Elvis, utilizavam suas funções públicas em prol da família Name, e recebendo vantagens indevidas”, afirmou nos autos.
Frederico também era o responsável por trazer armas de fogo e munições da região da fronteira até campo Grande. O desembargador declarou ainda que as condições pessoais de Frederico não bastam para a concessão do benefício da liberdade provisória.
O pedido negado de Elvis se dá pelo envolvimento com a milícia envolvendo a família Name. “Inclusive com indício de que a organização teria determinado as execuções de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier”, afirma o desembargador na decisão.
Embora os acusados aleguem residência fixa e ocupação lícita, tais fatos não tem peso na revogação de prisão preventiva.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Moraes abre inquérito sobre vazamento de dados de ministros

Após 15 anos, assassino de 'Brunão' começa a cumprir pena por morte ocorrida na Valley

Prefeitura diz que não houve aumento de taxas no IPTU e defende 'correção' na Justiça

Zeca do PT cobra R$ 181 mil por ter sido exposto por promotores do MPMS

TJMS mantém 8 anos de prisão a homem que abusou sexualmente de menor

Papudinha foi determinada após Bolsonaro pedir prisão domiciliar

Justiça barra novo pedido de liminar contra o IPTU em Campo Grande

Ouvidoria da Justiça de MS recebeu mais de 1,6 mil reclamações em 2025

Investigação sobre assassinato com golpes de pá em Campo Grande é arquivada

Desembargador Ruy Cezar Barbosa Florence (Reprodução)



