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Justiça

Espaço de eventos indenizará em R$ 20 mil casal por falta de água durante casamento

Funcionária relata que limpou a louça só com papel por não haver outra solução

18 setembro 2020 - 16h24Matheus Rondon

O dia 21 de abril de 2016, deveria ser um marco para o casal, que escolheu o Espaço Terrenus Eventos Sociais e Corporativos, na Mata do Jacinto, para celebrar a união. Mas o dia foi marcado por estresse e inconvenientes. O espaço estava com a água cortada desde o dia 7 de janeiro de 2015.

O espaço de eventos Terrenus foi condenado pela 11ª Vara Cível de Campo Grande a indenizar um casal em R$ 10 mil a cada, por danos morais,  em razão de falha na prestação do serviço que ocasionou falta de água durante a cerimônia de casamento.

A empresa alegou que os contratantes  não comprovaram a ausência de água no local no dia do evento, tampouco as despesas reais que tiveram com a suposta ocorrência ou eventuais danos morais sofridos.

Os funcionários que estavam trabalhando no buffet, confirmaram que realmente houve falta de água no local da cerimônia, situação que ocasionou inúmeros transtornos na programação da festa.

Uma das testemunhas que trabalha na parte de alimentação, contou  ao juiz Marcel Henry Batista de Arruda, que a falta de água ocasionou atraso de cerca de três horas na previsão do jantar, pois não foi possível cozinhar todo o menu, especialmente as mandiocas, e tampouco fazer o suco, contou também que utilizou a água do consumo dos convidados para preparo dos alimentos e que tais fatos foram presenciados por diversos convidados, que se dirigiam à cozinha para pedir água, seja para consumo ou para lavar as mãos após o uso dos sanitários e outra funcionária relata que limpou a louça só com papel por não haver outra solução, e que a falta de abastecimento de água no local foi presenciada por todos os convidados, que inclusive ficaram sem água para beber durante a festa.

A concessionária de abastecimento de água respondeu ao juízo que o serviço foi cortado no local em 7 de janeiro de 2015 e somente restabelecido em 22 de julho de 2016. O casamento dos autores foi realizado entre os dias 21 e 22 de abril de 2016.

Assim, o magistrado decidiu, em primeiro lugar, que o valor de R$ 140,00 pago pelos autores a título de taxa extra de limpeza deve ser devidamente restituído a eles. Com relação aos danos morais, julgou também procedente o pedido. “Restou amplamente demonstrado o sofrimento dos requerentes que tiveram sua festa de casamento prejudicada pela falta de água, cuja culpa deve ser atribuída exclusivamente ao réu, pelo inadimplemento das faturas, serviço conscientemente interrompido meses antes do evento, situação que desdobra o mero aborrecimento”, explica o juiz.

Assim, entendeu o juiz que os autores fazem jus ao recebimento de dano moral diante da falha no serviço prestado pelo réu na condição de fornecedor de serviços.

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