Em entrevista ao O Globo, publicada nesta quinta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes disse que durante as investigações dos ataques do 8 de janeiro em Brasília, foram descobertos planos para seu assassinato.
No total, as investigações sobre o golpe encontraram três planos, dois deles envolvendo o homicídio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio”, disse Moraes.
O terceiro plano, classificado pelo ministro como o mais violento de todos, envolvia uma execução pública em Brasília. “E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes”, detalhou.
“Houve uma tentativa de planejamento. Inclusive, e há outro inquérito que investiga isso, com participação da Abin, que monitorava os meus passos para quando houvesse necessidade de realizar essa prisão”, completou.
Ministro interino da Justiça classificou planos como grave
O ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, comentou sobre o plano, e afirmou que as investigações devem ir até “as últimas consequências” para punirem os responsáveis.
“Gravíssimo e inaceitável cogitarem atentar contra a vida de um ministro da Suprema Corte do Brasil”, afirmou Cappelli em conversa com jornalistas.
Em suas redes sociais, o ministro voltou a comentar sobre a situação, onde disse que as investigações continuarão. “O plano contra o ministro Alexandre de Moraes indigna todos os democratas. Iremos às últimas consequências para identificar e punir todos os responsáveis. [Eles] acertarão suas contas com a Justiça e com a história”, afirmou.
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Ministro do STF, Alexandre de Moraes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


