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Justiça

Investigada na Omertá se entrega e diz que nunca cometeu crimes

O nome de Darlene está entre os envolvidos na organização criminosa do jogo do bicho

19 maio 2021 - 13h41Sarah Chaves

Apontada como alvo na 6ª fase da Operação Omertá, Darlene Luíza Borges, veio a público na manhã desta quarta-feira (19), dar sua versão sobres os crimes pelo qual é acusada e se entregar a disposição da Justiça.

Darlene teve o mandado de prisão expedido pelo Juiz Waldir Marques da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. “Assim verificando, que o pedido do Ministério Público Estadual se encontra em consonância com os requisitos estabelecidos pelo código de processo penal, sendo a medida extrema justificada com a formação dos elementos seguro de convicção tendo em vista sobretudo a complexidade do feito e a gravidade dos delitos imputados a recorrida, a decretação da prisão preventiva é medida impositiva”, declara nos autos.

Darlene foi mencionada pela primeira vez, na denúncia do Ministério Público Estadual, contra possíveis envolvidos na organização criminosa que movimentava o Jogo do Bicho, lavagem de capitais e exploração de jogos de azar em dezembro de 2020, após investigação dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), durante a fase VI da Operação Omertá, que envolve Jamil Name, Jamil Name Filho, Jamilson Lopes Name e outros 13 nomes.

Segundo Darlene, ela começou a trabalhar no escritório do jogo do bicho antes da chegada da família Name no caso. “Eu trabalhei no escritório do jogo do bicho, e nunca vi nada dessas coisas (organização criminosa), eu vi pela televisão”, disse que trabalhou por 30 anos no local para sustentar a família.

“Nunca na minha vida cometi um crime, nunca participei de nada dessas coisas. Eu tenho uma loja, que comecei comprando jóias com meu próprio suor. Não tenho nada, nem tenho dinheiro para advogado,  eu não sou essa gerentona que eles pensam”, a mulher diz que também nunca viveu de luxo.

Darlene trabalhava no setor administrativo do Jogo do Bicho, segundo ela mesma, fazia pagamentos referente aos gastos do escritório, como salário de funcionários, posto de gasolina, peça de moto e tudo relacionado ao ambiente de trabalho. “Hoje estou voltando para aquele lugar e estou me sentindo a pessoa mais injustiçada na face da terra, a gente trabalha há 30 anos, a gente não tem direito a nada na vida, nunca participei de nada, eu trabalhei na contravenção, nunca participei de crime nenhum”.

O Jogo do Bicho é considerado uma contravenção, e não um crime e segundo Darlene, ela “nunca mais voltaria a trabalhar no local se o Jogo do Bicho fosse criminalizado”.

A renda mensal na função que Darlene Luiza executava era de R$ 10 mil, e segundo a investigada até a casa que comprou, parcelou e pagou por 18 anos. “Nunca vivi do luxo”, declarou.

Após a prisão da Darlene, a defesa entrou com um pedido de revogação da prisão dela. Esse pedido foi negado e posteriormente um pedido de habeas corpus foi feito junto com o Tribunal de Justiça e o processo ainda tramita, agora com o mandado de prisão da investigada.

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