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Justiça

Justiça libera suspeitos de homicídio no Los Angeles por falta de provas

O caso envolve a morte de Marcelo Saracho Gonçalves, de 36 anos. Os acusados são Rayson Medina da Silva, de 26 anos, e Gabriel Laurindo da Silva, de 28 anos

26 novembro 2025 - 12h10Vinícius Santos

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, presidente da 1ª Vara do Tribunal do Júri, determinou a soltura de Rayson Medina da Silva, de 26 anos, e Gabriel Laurindo da Silva, de 28 anos, acusados de envolvimento no assassinato de Marcelo Saracho Gonçalves, de 36 anos. O crime ocorreu em 16 de março deste ano, na rua Coronel Moreira Cesar, no bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

Segundo os autos, dois indivíduos não identificados, a mando de Rayson, teriam executado a vítima com disparos de arma de fogo. Conforme o processo, os acusados seriam conhecidos na região por envolvimento com o tráfico de drogas e teriam sido motivados a cometer o crime por uma disputa de território, já que a vítima estaria concorrendo nas mesmas atividades criminosas.

O Ministério Público Estadual acusa Rayson de ter determinado a execução, dando a ordem expressa aos autores do homicídio. Gabriel, por sua vez, teria prestado auxílio material aos executores, confirmando a presença da vítima no local e fornecendo informações essenciais para a consumação do crime.

Ao analisar o caso, o juiz avaliou que “não há indícios suficientes de autoria em relação aos acusados, pois as provas produzidas em Juízo não trouxeram elementos consistentes nesse sentido”.

No interrogatório policial, Rayson permaneceu em silêncio. Durante o interrogatório judicial, negou ser o mandante do crime, afirmando que não tinha desavenças com a vítima, apenas a conhecia do bairro. Gabriel Laurindo da Silva não foi ouvido, pois não compareceu ao processo e foi notificado via edital. Ele estava com mandado de prisão em seu desfavor, que agora foi revogado.

O juiz ainda destacou que as demais testemunhas ouvidas “tratam de suposições, já que não conseguiram comprovar, de forma efetiva, a participação dos acusados no homicídio de Marcelo”.

Diante disso, o magistrado impronunciou Rayson e Gabriel, ou seja, decidiu que os acusados não irão a júri popular. Com a decisão, as prisões preventivas foram revogadas, e foram expedidos alvará de soltura para Rayson e contramandado de prisão para Gabriel.

"Portanto, trata-se de mais um caso de homicídio sem solução em termos de responsabilização dos envolvidos, deixando as famílias e a sociedade que buscam justiça sem esclarecimentos sobre a morte de Marcelo Saracho Gonçalves.

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