Uma decisão judicial, assinada pelo juiz Marcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, concedeu liberdade provisória à motorista Tânia Barbosa Franco de Araújo Nogueira, 48 anos. Ela estava presa após atropelar e matar a técnica de enfermagem Gilmara da Silva Canhete Baldo Bernardo, de 46 anos durante o último final de semana.
O juiz considerou que não há indícios de que a motorista repetirá a conduta criminosa e por isso, não há necessidade de mantê-la na cadeia.
Entre os fatores que corroboraram para a decisão, foi considerado o fato de Tânia ser ré primária, ter trabalho lícito e endereço fixo. Apesar disso, foi destacado que o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), responsável pela acusação, todos esses fatores “não a impediu de cometer conduta tipificada como crime, muito menos o impedirá de praticar conduta que cause perigo a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal”.
O juiz, porém, foi convencido da ilegalidade de manter a mulher presa e determinou a concessão da liberdade “mediante termo de compromisso de comparecer a todos os atos processuais”. Caso contrário, volta para a cadeia. Wust também não fixou fiança.
Acidente - Conforme informações do boletim de ocorrência, após bater na traseira da moto da vítima, Tânia tentou fugir do local, mas os pneus do carro que ela conduzia, um Chevrolet Ônix preto, furaram e ela acabou sendo abordada por pessoas que presenciaram o fato.
Após a chegada do BPtran (Batalhão de Polícia de Trânsito), ela foi submetida ao teste de bafômetro e foi constatado teor de álcool em seu organismo. Ela foi levada para a delegacia e terá a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa. A vítima, Gilmara da Silva Canhete Baldo Bernardo de 46 anos, foi arremessada a 10 metros e acabou não resistindo ao impacto da batida e morreu antes mesmo de ser socorrida.
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