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Justiça

Morte no Procon: Testemunhas começam a ser ouvidas e revelam áudios inéditos

Antônio Caetano de Carvalho, gerente comercial da Aliança Só Hilux, foi morto a tiros em fevereiro durante audiência de conciliação com o autor do crime

03 julho 2023 - 16h11Pedro Molina e Brenda Leitte    atualizado em 03/07/2023 às 16h21

Aconteceu nesta segunda-feira (3) a primeira audiência de instrução sobre o caso do assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, morto a tiros dentro do Procon-MS pelo policial militar reformado José Roberto de Souza.

A previsão da audiência de hoje é que sejam ouvidas sete testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e seis testemunhas arroladas pela defesa, com José sendo o último a depor.

Defesa

Segundo o advogado de defesa do PM reformado, José Roberto Rodrigues da Rosa, explica que não existe interesse inicial de se pedir a revogação da prisão preventiva do militar, porém destaca que os problemas psiquiátricos do acusado devem ser levados em conta durante o julgamento, além dos insultos de cunho racial por parte da vítima.

“Existe de fato um problema de ordem psiquiátrica, que foi trazido para nós pela família, e essa documentação toda está indo aos poucos aos autos”, explicou o advogado.

Rosa ainda ressalta que o militar reformado está sendo acompanhado por psiquiatras atualmente, com o objetivo de se ter um laudo que aponte para o seu estado mental no dia do crime.

Acusação

A primeira testemunha de acusação a ser ouvida foi Luiz Alberto, conciliador do Procon-MS, que deu detalhes sobre o dia do assassinato e explicou que, devido ao órgão não contar com seguranças, é normal que os funcionários auxiliem em desentendimentos.

“Na segunda-feira, deu continuidade a essa discussão, foi quando minha colega pediu ajuda, eu fui até a sala, pedi ordem e para que eles acalmassem os ânimos, e por um momento ficou silêncio, então retornei para minha sala. Logo após isso, os disparos foram feitos. Depois do primeiro disparo, não vi mais nada, pedi para todos da minha sala se jogarem no chão apenas”, explicou.

Logo após o funcionário do órgão, outra testemunha de acusação foi ouvida e revelou, somente agora, que tem conversas de áudio no WhatsApp com a conciliadora que estava presenta na sala no momento do crime, detalhando o ocorrido.

Com isso, tais áudios devem ser obtidos pelo Ministério Público para serem acrescentados na investigação.

Também foi ouvido um dos funcionários da mecânica cujo a vítima era dona, e reforçou a versão que Caetano teria prestado serviços para o acusado e não recebeu os R$ 630 combinados previamente.

“Problema adiado, é problema ampliado. Resolva!”, explicou o funcionário sobre o lema do empresário. “Ele foi para o procon para resolver e saiu de lá morto”, completou.

Outro a testemunhar foi Wagner Caetano, filho da vítima, que bastante emocionado afirmou que não tinha conhecimento do desentendimento entre o pai e o acusado.

“É triste saber que meu pai ficou conhecido como ‘Caetano do Procon’. Meu pai tinha um temperamento calmo, não precisa chegar a esse ponto”, afirmou.

Segurança no órgão

Na época do crime, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, explicou que o governo analisava como aprimorar a segurança dentro do órgão, porém, quatro meses após o crime, nenhuma medida foi tomada.

Próxima audiência

Devido à ausência de uma das principais testemunhas da acusação, a audiência de hoje foi encerrada.

Valéria, uma das conciliadoras que estava na sala no momento do crime, será ouvida na próxima audiência, no mesmo dia em que o autor José Roberto deve ser escutado, 25 de agosto.

 

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