Um grupo de nove procuradores do Ministério Público Federal (MPF) está investigando a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições gerais, realizadas dias 30, e nos bloqueios das rodovias federais por apoiadores do presidente Bolsonaro.
Os investigadores atualmente trabalham para identificar as lideranças dos movimentos, chamados de golpistas pelo órgão, e seus possíveis financiadores, que poderão sofrer consequências legais, dado o tom antidemocrático das manifestações.
Em entrevista à Globonews nesta segunda-feira (7), o procurador Frederico Paiva disse que integrantes do MPF se reuniram com a diretoria da PRF, mas que o diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, não compareceu ao encontro.
“Ele não deu nenhuma justificativa para ausência. O silêncio dele me parece que não é a melhor estratégia”, afirmou o procurador durante o programa.
Os diretores da PRF ainda apresentaram documentos que mostrariam que não houve discrepância no número de blitz entre o primeiro e o segundo turno, além de informar que houve apenas três casos no Brasil de agentes aderindo aos bloqueios. O procurador aponta que existe a possibilidade que mais casos do tipo tenham ocorrido.
Paiva explica que a finalidade é encontrar identificar os participantes e financiadores do movimento para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer no país até o final do ano.
“Mais do que identificar os caminhoneiros, é identificar quem fomentou esse movimento. Se não punir agora, vai acontecer de novo, até o final do ano, outros movimentos que buscam desestabilizar o cenário brasileiro”, explicou.
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