Menu
Busca segunda, 26 de agosto de 2019
(67) 99647-9098
Justiça

“Não deu tempo de prepará-lo para isso”, diz avó de Bruninho

Sônia critica decisão da justiça, que concedeu regime semiaberto domiciliar ao ex-goleiro Bruno

22 julho 2019 - 17h11Rauster Campitelli

Mãe da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes, Sônia de Fátima Moura está preocupada com a saúde emocional do neto Bruninho, hoje com nove anos, após a decisão da Justiça de Minas Gerais, que concedeu regime semiaberto domiciliar a Bruno na última sexta-feira (19). Em entrevista exclusiva para o JD1 Notícias, ela conta que não teve tempo de preparar a criança psicologicamente para a informação.  

Segundo ela, Bruninho ficou sabendo da soltura do atleta pelo telejornal. “Ele estava na frente da TV. Não deu tempo de prepará-lo para isso. Ele está com medo, temos que conversar com a equipe de psicólogos antes de decidir o que fazer. Ele é só uma criança, não tem como decidir”, comenta Sônia. Segundo ela, alguns jornais estão distorcendo o que ela disse em entrevistas.

“Eu não estou fazendo a cabeça dele como estão dizendo por aí, só temo pela segurança dele. Ele é um menino alegre, vai bem na escola. Então vamos ter que observar o comportamento a partir de agora”. Sobre a decisão da justiça na última semana, a mãe de Eliza Samudio diz que o regime deveria ser semiaberto, e não semiaberto domiciliar. Pela decisão do juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execuções Penais de Varginha (MG), o ex-goleiro deverá trabalhar durante o dia e retornar para casa à noite.

Ele também está proibido de sair de casa entre as 20h e às 6h, além de frequentar bares e boates. “Ele vai cumprir o restante da pena em casa, isso é regime domiciliar e não semiaberto”, comenta Sônia, que vai conversar com a advogada da família e decidir a melhor forma de proteger a criança. Como a avó tem o direito de tentar as medidas judiciais cabíveis, ela vai solicitar - se julgar necessário - medida protetiva que impeça o atleta de se aproximar do menino.  

“Minha advogada estava de atestado, mas vamos conversar ainda essa semana sobre o que fazer”. Preso desde 2010, Bruno foi condenado, em 2013, a 20 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Agora, após cumprir 43% do total de sua pena, o ex-jogador ganhou direito ao benefício, conforme está previsto na Lei de Execuções Penais (LEP).  

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Maioria do STF considera inconstitucional corte de salário de servidor
Justiça
Agente federal é absolvido de homicídio pela justiça
Justiça
Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento é lançado pela CNJ
Justiça
Dodge reafirma apoio à Lava Jato
Justiça
MPF solicita arquivamento de "inquérito das fake news"
Justiça
TJ manda destravar promoção de procuradores
Justiça
Moradora de MS terá direito de resposta após ser ofendida por apresentador da Band
Justiça
Mais de 2 mil processos serão eliminados em Angélica
Justiça
Jovem que causou acidente com morte de idosos vai a júri popular
Justiça
Fux decide que provas de investigação sobre hackers devem ser preservadas

Mais Lidas

Geral
Mulher tem dedo amputado enquanto fazia compras
Fim de Semana
Esquadrilha da Fumaça se apresenta em Campo Grande neste domingo
Polícia
Vídeo - Peão morre após ser pisoteado por touro em rodeio
Esportes
Vídeo- Após capotar no Rally Sertões, Caio Castro tranquiliza fãs