Menu
Busca sexta, 24 de janeiro de 2020
(67) 99647-9098
Perkal Topo - janeiro-20
Justiça

“Não deu tempo de prepará-lo para isso”, diz avó de Bruninho

Sônia critica decisão da justiça, que concedeu regime semiaberto domiciliar ao ex-goleiro Bruno

22 julho 2019 - 17h11Rauster Campitelli

Mãe da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes, Sônia de Fátima Moura está preocupada com a saúde emocional do neto Bruninho, hoje com nove anos, após a decisão da Justiça de Minas Gerais, que concedeu regime semiaberto domiciliar a Bruno na última sexta-feira (19). Em entrevista exclusiva para o JD1 Notícias, ela conta que não teve tempo de preparar a criança psicologicamente para a informação.  

Segundo ela, Bruninho ficou sabendo da soltura do atleta pelo telejornal. “Ele estava na frente da TV. Não deu tempo de prepará-lo para isso. Ele está com medo, temos que conversar com a equipe de psicólogos antes de decidir o que fazer. Ele é só uma criança, não tem como decidir”, comenta Sônia. Segundo ela, alguns jornais estão distorcendo o que ela disse em entrevistas.

“Eu não estou fazendo a cabeça dele como estão dizendo por aí, só temo pela segurança dele. Ele é um menino alegre, vai bem na escola. Então vamos ter que observar o comportamento a partir de agora”. Sobre a decisão da justiça na última semana, a mãe de Eliza Samudio diz que o regime deveria ser semiaberto, e não semiaberto domiciliar. Pela decisão do juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execuções Penais de Varginha (MG), o ex-goleiro deverá trabalhar durante o dia e retornar para casa à noite.

Ele também está proibido de sair de casa entre as 20h e às 6h, além de frequentar bares e boates. “Ele vai cumprir o restante da pena em casa, isso é regime domiciliar e não semiaberto”, comenta Sônia, que vai conversar com a advogada da família e decidir a melhor forma de proteger a criança. Como a avó tem o direito de tentar as medidas judiciais cabíveis, ela vai solicitar - se julgar necessário - medida protetiva que impeça o atleta de se aproximar do menino.  

“Minha advogada estava de atestado, mas vamos conversar ainda essa semana sobre o que fazer”. Preso desde 2010, Bruno foi condenado, em 2013, a 20 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Agora, após cumprir 43% do total de sua pena, o ex-jogador ganhou direito ao benefício, conforme está previsto na Lei de Execuções Penais (LEP).  

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Internos farão manutenção de espaços públicos de Campo Grande
Justiça
STJ nega HC e Jamil segue preso em Mossoró
Justiça
Lei anticrime entra em vigor nesta quinta-feira
Justiça
MP acusa ex-presidente da Vale e outras 15 pessoas por 270 homicídios
Justiça
OAB quer esclarecimento do BNDES sobre auditoria de R$ 48 milhões
Justiça
Defesa diz que Valler não usou cocaína e que droga era de veterinária morta
Justiça
Em nota, MPF justifica mudança para Dourados, mas não responde sobre diárias
Justiça
Depois da “fuga” de Ponta Porã, MPF evita responder sobre diárias para idas à fronteira
Justiça
Brasil fecha fronteira com Paraguai após fuga de presos neste domingo
Justiça
Prazo de juiz de garantias pode mudar investigação de Flávio e Lula

Mais Lidas

Cidade
CCZ reforça combate a infestação de escorpiões na capital
Saúde
Ministério da Saúde descarta suspeita de coronavírus no Brasil
Brasil
''Deus perdoa, a sociedade não'', diz advogada de Bruno
Polícia
Mulher de 30 anos matou Ingrid por ciúmes do ex