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Justiça

Réu por matar enteada, Christian se livra de acusação de violência doméstica

A ausência de provas sólidas levou à absolvição do padrasto de Sophia, em um caso que envolvia acusações de agressão feitas por Andressa Canhete, sua ex-companheira

12 janeiro 2024 - 11h35Vinícius Santos e Luiz Vinicius

Ontem, dia 11, a Justiça absolveu Christian Campoçano Leitheim, padrasto de Sophia Jesus Ocampos, da acusação de agredir Andressa Victoria Fernandes Canhete, sua ex-companheira. O Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul (MPMS) o denunciou por ameaça e lesão corporal por violência doméstica em 2018.

A defesa de Christian argumentou pela nulidade do processo, apontando a falta de exame de corpo de delito e solicitou a absolvição devido à insuficiência de provas.

Andressa Victoria, a suposta vítima, não confirmou os fatos da denúncia. Ela declarou que não foi ameaçada pelo réu, mas que ele teria ameaçado retirar a criança, chegando até a mencionar a possibilidade matar ambos. 

Andressa explicou que a ameaça contra sua vida ocorreu em outro momento. Ela relatou que, ao tentar encerrar o relacionamento, Christian a teria agredido em 21 de novembro de 2018, sem, no entanto, registrar ocorrência. Em outra tentativa de término, Christian teria invadido a casa dos avós de Andressa, tentando levar a criança à força.

Christian Campoçano Leitheim negou a agressão em 21 de novembro de 2018, afirmando não estar no local na referida data e hora. No entanto, admitiu exaltação em 28 de novembro de 2018, devido à perda da guarda do filho, a quebra de seu celular e alegou ter sido agredido pela vítima e seus familiares. 

Ele afirmou que pode ter feito alguma ameaça durante esse momento, mas não se lembra dos detalhes. Christian mencionou ofensas verbais de ambas as partes e sua retirada do local pelo seu genitor, destacando que fez boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.

A juíza Adriana Lampert, da 2ª Vara da Violência Doméstica e Familiar c/Mulher, decidiu absolver Christian por falta de provas. Ela apontou a fragilidade do conjunto probatório, destacando que o depoimento da vítima não confirmou os fatos da denúncia. 

A magistrada ressaltou a incerteza quanto à dinâmica dos eventos e à efetiva lesão na vítima, observando que o laudo pericial indicou lesões no acusado, enquanto a vítima não apresentou machucados visíveis no auto de constatação.

Christian Campoçano Leitheim está temporariamente livre das acusações, mas o MPMS pode recorrer da decisão.

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