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Justiça

“Se não contermos a pandemia, colapso na Saúde é invitável”, diz defensor-geral de MS

Segundo o Fábio Rombi, a única forma de conter o aumento das infecções é adotando o fechamento total da capital

07 agosto 2020 - 17h52Flávio Veras

Após a audiência de conciliação para decidir sobre o fechamento total (lockdown) de Campo Grande não ter chegado em um acordo, O defensor público-geral, Fábio Rombi, explicou que única forma de conter o avanço pandemia do novo coronavírus (Covid-19) seria adotar o isolamento obrigatório. Rombi destacou ainda, que entende o lado dos setores econômicos como comércio e indústria, porém um possível colapso do Sistema Único de Saúde na capital, está bem próximo.

Ainda conforme o defensor, caso esse fato ocorra, quem irá sofrer serão os mais pobres. “Eu acredito que todos participantes da reunião tenham plano de saúde. Ou seja, a falta de leitos públicos irá afetar diretamente centenas de milhares de pessoas que não tem esse privilégio. Portanto, nossa ação tem o objetivo de achatar a taxa de contaminação, com os fechamentos dos serviços essências não essenciais durante duas semanas, tempo em que a doença encerra sua janela de contágio”, projetou.

Rombi também falou que a Defensoria-Pública reconhece os esforços da Prefeitura Municipal para aumentar o número de leitos, porém gráficos apontam que a doença vem aumentando exponencialmente.

"Sabemos o município tem se empenhado para aumentar o número de leitos, porém os últimos dados têm apontado ele está com uma taxa de ocupação de 92%. Os leitos são limitados, em contrapartida as infecções da Covid-19 têm expandido. Várias entidades tem se posicionado apoiando essa medida mais restritiva. Por exemplo a Santa Casa, nos relatou falta de medicamentos. o mundo enfrenta essa pandemia, não apenas Campo Grande. Outro órgão que é favorável ao fechamento é o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), fora 37 entidades da sociedade civil que assinou um documento conjunto apoiando nosso posicionamento”, explicou.

O defensor-geral finalizou dizendo que, “nas empresas, a ficalização é mais fácil fazer, mas na economia informal não. o trabalhador pode estar seguro na empresa, mas ele necessita do transporte público. Portanto, sabemos que a doença está em expansão, estamos caminhando para o que aconteceu no norte da Itália, onde fato leito para atendimento.”

A decisão agora ficará a critério do novo titular da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Ariovaldo Nantes Corrêa, que assume o cargo após a saída do proponente da audiência de conciliação, também juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva.

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