Cultura

Cia. Dançurbana circula em escolas da capital com espetáculo selecionado para o palco Giratório

23 ABR 2014 • POR Com informações da assessoria de imprensa • 10h12
(Foto: divulgação/Franciella Cavalheri)
Em abril, mês em que é celebrado o Dia Internacional da Dança, a Cia. Dançurbana realiza um circuito em escolas da rede pública em Campo Grande. As apresentações integram o projeto Circula Dançurbana, aprovado pelo Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC) em 2013. A Cia. faz nove sessões em três escolas diferentes, sendo uma em cada turno de aula. A primeira etapa aconteceu no dia 09, na Escola Estadual Teotônio Vilela, no bairro Universitário. No dia 14, a Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, no bairro José Abrão, recebeu o espetáculo. A última etapa acontece na Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, ainda sem data confirmada.

O espetáculo escolhido para as apresentações nas escolas foi o “Plagium?”, selecionado entre centenas de outras peças brasileiras para integrar a 17ª edição do Palco Giratório do Sesc, que é um dos mais prestigiados projetos de circulação de artes cênicas do país. A primeira apresentação acontece nesta quinta-feira (24) em Fortaleza, no Ceará. De abril a novembro de 2014, “Plagium?” vai percorrer 43 cidades de norte a sul do Brasil. Esta é apenas a segunda vez que um espetáculo de Mato Grosso do Sul participa do Palco Giratório. Em 2008 a Ginga Cia. de Dança circulou com o espetáculo “Cultura bovina?”.

“A circulação nas escolas é um momento muito importante. O trabalho que estamos apresentando vai ser dançado no Brasil todo e é de Campo Grande. Precisamos mostrar para o público daqui também”, explica o diretor Marcos Mattos. O principal objetivo do projeto Circula Dançurbana é aproximar dança e escola. “Nos últimos anos, a Dançurbana e outros grupos têm trabalhado para ampliar o diálogo entre dança e escola. Quando fazemos esse tipo de projeto percebemos o quanto é legal e o quanto quase não tem. Essa aproximação beneficia todas as partes. Queremos contribuir não apenas com a formação de público, mas de pessoas mais sensíveis à dança e às artes. A ideia é fazer mais espetáculos neste sentido”, expõe.

Em “Plagium?”, a Cia. Dançurbana, utilizando técnicas das danças urbanas, apropria-se de recortes de obras de companhias de dança reconhecidas para criar um espetáculo particular. Toma como referências Ginga Cia. de Dança (MS), Membros (RJ), Quasar (GO), Cena 11 (SC) e a companhia belga Rosas, e lança a pergunta: como é possível ser singular em contato com o que há em comum com outras obras?

A Cia. Dançurbana surgiu em 2006, e desde o início a técnica não foi encarada como um fim, mas como um meio para a companhia apresentar questões particulares. Preocupada com o desenvolvimento da dança em Mato Grosso do Sul, a Cia. Dançurbana participa das discussões do Fórum Movimente, Câmara Setorial de Dança e Fórum Municipal de Cultura. Singulares, seu último espetáculo, contou com o patrocínio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2012, com o qual amadureceu o exercício de criação.