Presidente da Fiems se reúne com Alckmin e apresenta demandas da indústria de MS
Sérgio Longen citou fundos constitucionais, retomada da indústria da construção civil e programas de investimento
28 FEV 2023 • POR Da Redação • 16h16O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou nesta terça-feira (28) de uma reunião com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde foram apresentadas demandas para o desenvolvimento do setor industrial brasileiro.
Longen citou os fundos constitucionais, retomada da indústria da construção civil e programa de investimento em tecnologia e inovação, além de demonstrar preocupação com os recursos e projetos de financiamento do setor industrial.
“O agronegócio tem uma diferença de juros que é praticamente 50% do empresarial. O rural paga em torno de 7 e 8%, enquanto que no empresarial a média é de 16%. Há uma preocupação grande no setor empresarial de utilizar esses fundos. E o pior: quem tomou esse empréstimo no passado, hoje está com dificuldade de pagar. Então, nós precisamos de uma atenção desse fundo urgente”, afirmou.
Além de reforçar a sua preocupação com os investimentos, o presidente da Fiems defendeu a retomada da indústria da construção civil, não só no Estado como em todo o Brasil.
Outro ponto defendido foi a discussão de um programa de investimento em tecnologia e inovação. “Tivemos no passado o PSI (Programa de Sustentação do Investimento) e muito se investiu nessa área de tecnologia e inovação. Temos necessidade de fazer esses investimentos atualmente, comprar novas máquinas, adquirir novas tecnologias”, reforçou.
Em resposta aos pedidos, Geraldo Alckmin ressaltou a importância da discussão sobre linhas de crédito. “Vou até sugerir que o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, venha até a CNI para ouvir o setor industrial”, comentou o vice-presidente.
“Nós precisamos é implantar efetivamente as coisas. Vou verificar a ida a Mato Grosso do Sul, que tem um projeto de importância nacional, que é a Rota Bioceânica. Ela está bastante adiantada, porque já o trecho brasileiro até a divisa já existe e o trecho paraguaio também. Falta interligar a ponte sobre o rio Paraguai, e aí chegar até a costa leste”, finalizou.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 e acompanhe em tempo real todas as notícias. Para baixar no IOS, clique aqui. E aqui para Android.