Adriane oficializa regularização da Homex
Questão se arrastava há 12 anos, e finalmente é solucionada
9 MAR 2023 • POR Da Redação • 13h31A prefeita Adriane Lopes (Patriota) vai sancionar, nesta quinta-feira (9), o Projeto de Lei 10.885/2023 que autoriza o município a permutar área pública com a área da comunidade da Homex. A solenidade acontecerá na Escola Municipal Professora Maria Regina de Vasconcelos Galvão, no bairro Parque Novo Século em Campo Grande, às 18h.
A prefeitura vai repassar à HMX3 Participações (Massa Falida Homex Brasil) uma área de 65,4 mil m² no Riviera Park para incorporar ao município os 28 lotes da comunidade da Homex.
A Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) está cadastrando as famílias que moram na comunidade. A matéria foi aprovada em regime de urgência pela Câmara Municipal nessa terça-feira (7).
Regularização da Homex
Na última sexta-feira (3), a prefeitura anunciou a regularização da situação das 1.500 famílias que vivem na comunidade da Homex. A previsão é de que em 15 dias o município abra licitação para contratar empresa que fará o georreferenciamento do local.
Para regularizar a situação das cerca de 7 mil pessoas que vivem no local, a prefeitura fechou acordo com a empresa mexicana Homex, dona do terreno onde a favela se formou.
Condomínio nunca foi concluído
Em 2013, a empresa mexicana abandonou a obra de construção das moradias que começou a ser erguida em 2011, desde então, pedia R$ 20 milhões para vender o espaço ao município, valor que travava o avanço de uma definição sobre o lote. Agora, após rodada de negociações, a empresa aceitou ceder o terreno em troca de outra área no Riviera Park.
Na época, a Homex informou que estava passando por dificuldades financeiras. O empreendimento contava com 10 blocos residenciais, no entanto, apenas 6 foram entregues. Com a falência da construtora, o restante da documentação não foi concluída, deixando muitas famílias no prejuízo.
Antes composto basicamente pelo mato e por ruínas das inacabadas obras da Homex, o cenário foi tomado por pedaços de madeiras, telhas e lonas usadas no alicerce dos barracos que, ao longo dos últimos quatro anos, se modernizam e crescem com construções avançadas no local.
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