Após absolvição, Tiago Botelho processará deputado
Ex-candidato ao Senado diz que vai à Justiça contra Rodolfo Nogueira
4 MAI 2023 • POR Sarah Chaves • 08h55A representação movida pelo deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) por crime de intolerância religiosa contra o professor Tiago Botelho foi arquivada pelo Ministério Público Federal.
O caso veio à tona na Páscoa, quando o professor postou uma charge que fazia uma crítica a injusta prisão e crucificação de Jesus, nisso o deputado e alguns blogueiros de extrema direita, passaram a divulgar vídeos e notas de repúdio contra o professor o colocando como intolerante religioso.
O Deputado Federal Rodolfo Nogueira usou a tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, para anunciar que denunciaria o professor junto ao MPF. Na ocasião, o professor veio à público, por meio de suas redes, explicou que sua postagem em nenhum momento quis chamar Jesus de bandido, mas criticar exatamente quem injustamente, em sua época.
O MPF entendeu que o professor não praticou crime de intolerância religiosa e que agiu dentro da liberdade de expressão. “Pode-se dizer, portanto, que está ausente o dolo de cometer o crime do art. 208 do Código Penal, mas sim buscava-se uma crítica social alinhada aos pensamentos políticos do responsável pela publicação do conteúdo”, deliberou o MPF em documento assinado por Eduardo Gonçalves, Procurador da República.
Ao JD1 Notícias, Tiago Botelho o post não foi mal interpretado. “Sou um defensor dos Direitos Humanos, portanto, mesmo sendo evangélico, defendo a liberdade religiosa. A verdade sempre prevalece. Ao ponto que o MPF trouxe à tona a verdade e ficou do meu lado”.
Ainda segundo o professor, ele entrará com processo contra o deputado. “Não tenho problemas com críticas, mas usar de mentira e fake news para me atacar é crime! Fui ameaçado de morte e violência física na Páscoa a partir desses ataques”, revelou ao JD1 Notícias.
A reportagem tentou entrar em contato com o deputado federal Rodolfo Nogueira, mas não teve sucesso.
Sendo assim, o membro do MPF alega que o professor agiu dentro de sua liberdade e que a Constituição Federal “garante a liberdade de expressão às ideias majoritárias e a minoritárias, progressistas e conservadoras, políticas e ideias religiosas, quer seja na forma de sátira ou não”.