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JD1TV: Suplementação hormonal pode ser feita antes da menopausa

Dra. Andreia Antoniolli explica sobre declínio hormonal em homens e mulheres e medicina de prevenção

12 MAI 2023 • POR Sarah Chaves • 10h49

Inserido em diversas especialidades médicas, a medicina integrativa, busca tratar a raiz das doenças, não apenas os sintomas, como destacou a médica cirurgiã, Dra. Andreia Antoniolli, em entrevista ao quadro do Saúde e Bem-Estar com Dr. Plácido Menezes do JD1TV.

Mestra e doutora em Técnicas Operatórias e Cirurgia Experimental, Andreia atualmente orienta 5 estudos clínicos na área de terapia celular com células tronco mesenquimais e falou sobre o declínio e reposição hormonal.

Nas mulheres, o declínio começa aos 30 anos, antes mesmo da menopausa. “A progesterona é o primeiro a declinar, por volta dos 35 anos, a mulher começa a ter a menstruação com muito fluxo e muitos sinais de TPM, nesse período já é indicado repor esse hormônio, fazendo a suplementação hormonal”, explicou.

O segundo hormônio que o corpo feminino começa a perder é o estrogênio, por volta dos 48 anos de idade, estimulando o ressecamento vaginal, diminuição de libido, aumentando sinais de tristeza, perda óssea com probabilidade de desenvolvimento de osteoporose, além de pesar na saúde mental e cognitiva.

Por último, começa a cair os níveis da testosterona, importante para libido e manutenção da massa muscular, e energia e também pode ser suplementado quando produzido em níveis insuficientes.

Para o homem, a observação do declínio hormonal é diferente, mas importante, podendo evitar um futuro câncer de próstata. “A testosterona, começa a declinar por volta dos 30 de forma mais lenta, muito impactado pelo estilo de vida do homem, se ele é mais sedentário e tem uma gordurinha visceral, a enzima que existe pode transformar a testosterona em estrogênio, ai que entra a reposição de progesterona, porque inibe essa enzima", alertou a Dra. Andreia.

Apesar de a idade ser um fator primordial, o estilo de vida e alimentação também são fatores em relevância. A médica também falou sobre a importância de respeitar o ciclo circadiano e oxigenoterapia hiperbárica. Confira: