Irmã Dulce é inscrita no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria
A justificativa legislativa ressalta o exemplo de Irmã Dulce como símbolo universal de amor e de luta pela justiça social
17 MAI 2023 • POR Sarah Chaves • 12h12Canonizada pela Igreja Católica em 13 de 2019 pelo Papa Francisco Santa Dulce dos Pobres teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria em Lei Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, terá publicação guardada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília (DF).
A iniciativa reconhece os inúmeros atos de caridade feitos por Irmã Dulce em prol da população carente por meio de obras sociais, acolhimento, gestos de empatia e solidariedade com as pessoas mais pobres de sua comunidade.
A justificativa legislativa ressalta o exemplo de Irmã Dulce como referência não apenas para os católicos, mas como símbolo universal de amor e dedicação ao outro e de luta pela justiça social. “Essa notável mulher, brasileira e nordestina, mostrou ao País e ao mundo que é possível fazer muito com muito pouco”, indica o texto.
Vida
Irmã Dulce nasceu em Salvador, Bahia, em 26 de maio de 1914, e aos 13 anos de idade, com o apoio de seu pai, transformou a residência da família num centro de atendimento à população carente. Aos 19 anos recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias e passou a adotar o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
Formada como professora, teve como primeira missão ensinar crianças em colégio de sua congregação em Salvador. A vocação para as causas sociais teve início naquela década, quando passou a prestar assistência à comunidade pobre de Alagados e a participar da União Operária São Francisco.
Em 1937, fundou o Círculo Operário da Bahia, ao lado do Frei Hildebrando Kruthaup. Em 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio. Em 1988, Irmã Dulce foi indicada, pelo então Presidente da República José Sarney, para o Prêmio Nobel da Paz, indicação que contou com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia. Em 1980, o Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil, pediu-lhe pessoalmente que mantivesse o seu trabalho com os pobres.