Polícia

Barbeiro flagrado com pistolas e revólveres pagou R$ 33 mil pelo armamento na Capital

Policiais só chegaram ao arsenal de armas após uma denúncia, inicialmente, de violência doméstica

29 MAI 2023 • POR Luiz Vinicius • 10h20
Armas apreendidas pelo Batalhão de Choque - Divulgação/Batalhão de Choque

O jovem, de 23 anos, flagrado e preso com várias pistolas e revólveres em seu apartamento, em um residencial do Jardim Canguru, em Campo Grande, havia pagado R$ 33 mil pelo armamento e dizia que isso era investimento e que não tinha nenhum envolvimento com o crime, apenas que costumava comprar as armas quando sobrava um dinheiro.

O caso aconteceu neste domingo (28), quando os policiais do Batalhão de Choque receberam a denúncia, inicialmente de violência doméstica contra uma mulher e as crianças, mas que nada sobre as agressões foram encontradas. Porém, conseguiram encontrar o armamento no guarda-roupa de uma das crianças.

Em seu depoimento à polícia, o jovem relatou que trabalha como barbeiro, pois é proprietário de um estabelecimento na região. Ele relatou que comprou a primeira arma há um ano, no bairro Aero Rancho, pagando uma quantia de R$ 2 mil na pistola de calibre 635.

Dois novos armamentos foram adquiridos há 9 meses, quando o acusado teria pagado R$ 20 mil em uma pistola de 9 milímetros e outra de calibre 380, de um indivíduo desconhecido na Moreninha. Os dois revólveres encontrados, de calibre 357 e 38, foram comprados por R$ 11 mil, também de um indivíduo desconhecido, mas dessa vez no Jardim Canguru.

As munições, cerca de 153 de diversos calibres, também foram adquiridos durante a compra das armas. Para os policiais, ele afirmou que o armamento era utilizado como investimento, pois quando sobrava algum dinheiro, o jovem comprava uma arma de fogo, negando que teria qualquer tipo de envolvimento com o crime.

A esposa do jovem disse para os policiais que não sabia do armamento na casa. O revólver de calibre 357 constava como produto de furto na Polícia Civil e o barbeiro alegou que não sabia desse registro de ocorrência.

O caso foi registrado como receptação, posse irregular de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma na qualidade de portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

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