Medicamento diminui até 60% no declínio cognitivo do Alzheimer
Estudo aponta que essa redução é em pacientes com quadros leves e em estágios iniciais
18 JUL 2023 • POR Luiz Vinicius • 12h10Durante a segunda-feira (17), a farmacêutica Eli Lilly divulgou resultados daquela que é a última etapa dos estudos clínicos com o medicamento donanemabe, usado no tratamento para a doença do Alzheimer. Na avaliação da pesquisa, os dados mostraram uma redução de até 60% no declínio cognitivo.
No resultado, foi observado que o medicamento trouxe uma eficácia maior em um subgrupo de pacientes com grau leve e baixas concentrações de uma das proteínas consideradas causadoras da doença. Benefícios também foram constatados em pessoas aqueles com sintomas leves, mas com maior avanço da substância no cérebro.
“Quando falamos em uma doença que não tem cura, precisamos buscar soluções para reduzir o impacto que ela pode causar na vida dos pacientes e de seus familiares. No caso da doença de Alzheimer, retardar o declínio cognitivo do paciente é fundamental, pois pode significar mais tempo nos estágios menos impactantes e mais funcionais da doença", afirma Luiz Andre Magno, diretor sênior médico da Lilly Brasil.
Conforme o jornal O Globo, o medicamento é um anticorpo que age eliminando a concentração da proteína beta-amiloide no cérebro do paciente. O seu acúmulo, assim como o da proteína tau, tem sido considerado um dos principais mecanismos associados ao Alzheimer.
Segundo o comunicado da Eli Lilly, o donanemabe já está sob análise da Food and Drug Administration, agência reguladora americana. O envio dos documentos para o pedido de aprovação foi concluído no último trimestre, e a empresa espera uma decisão no fim de 2023. No Brasil, ainda não há previsão para que o aval seja solicitado à Anvisa.
O medicamento é um anticorpo monoclonal injetado de forma intravenosa a cada quatro semanas, durante um período de 18 meses. Ele se liga às placas de beta-amiloide depositadas no cérebro para eliminá-las.
O estudo envolveu 1.736 pacientes, de oito países, com idades de 60 a 85 anos. Todos tinham comprometimento cognitivo leve, mas diferentes níveis de acúmulo da beta-amiloide e da tau.
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