Saúde

Sem ambulância em Corumbá, família pede por ajuda para transportar homem infartado

Ravel Giordano, de 54 anos, precisa ser transportado para Campo Grande com urgência, onde conseguiu uma vaga

10 SET 2023 • POR Brenda Leitte • 15h00
Ravel Giordano de Assumpção, de 54 anos - Foto: Arquivo Pessoal

Uma família está desesperada por não encontrar transporte médico para Ravel Giordano de Assumpção, de 54 anos, que sofreu um infarto gravíssimo na última sexta-feira (08).

De acordo com a irmã de Ravel, Rosália Giordano, ele teria passado mal e levado para uma unidade de saúde. "Meu irmão passou mal de manhã e foi levado para o posto de saúde. Chegou lá e constatou que era o começo do infarto e foi mandado direto para a UTI. O médico na mesma hora já informou que o problema dele era sério e teria que ser enviado com urgência para o Campo Grande, e que ele já tinha entrado em contato com a Capital para abrir uma vaga para ele", contou ela.

Segundo Rosália, a família foi informada pelo médico que eles teriam que "correr atrás", já que Corumbá não teria ambulância para esse tipo de transporte. A informação também era de que não havia ambulância para quem não é de Ladário.

"Eu e meu irmão nascemos na Marinha, somos ladarenses. Nós moramos um tempo em Ladário e nos mudamos para Corumbá, mas ainda temos parentes que moram em Ladário e demos esse endereço lá, porque precisa de um comprovante de residência  e ficamos muito felizes, porque eles disseram que iam arrumar a ambulância".

No entanto, a indignação da família veio quando a saúde local decidiu por conferir se Ravel era realmente morador da cidade.

"Quando viram que não bateu o endereço, e que meu irmão não morava lá, eles mandaram mensagem dizendo que não iam arrumar a ambulância, porque meu irmão não era de Ladário, pois a preferência era só para ladarense e que a gente teria que se virar em Corumbá"

ABRIU VAGA, MAS NÃO TEM AMBULÂNCIA

Em contato com a Santa Casa de Corumbá, a família foi informada pelo hospital que assim que surgisse a vaga, o hospital seria obrigado a arrumar uma ambulância. No entanto, ao disponibilizar vaga na manhã deste domingo (10), ainda não havia ambulância para realizar o transporte de Ravel.

Conforme ainda Rosália, o mesmo médico disse que a família "teria que fazer alguma coisa, caso ao contrário, perderia a vaga" . *Com informações do MS Diário.

As últimas informações são de que o caso ainda não foi resolvido. O JD1 entrou em contato com o hospital local, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

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