Polícia

Polícia recolheu 19 cápsulas em morte de funcionário no hipermercado do Tijuca

Fábio Alves foi atingido no tórax e na cabeça, possivelmente, com disparos de pistola de calibre 9 milímetro

20 OUT 2023 • POR Luiz Vinicius • 08h55
Perícia realizou todos os levantamentos no local do crime - Brenda Assis

Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil e a Polícia Científica encontraram 19 cápsulas deflagradas no estacionamento do hipermercado na Avenida Gunter Hans, no Jardim Tijuca, em Campo Grande. A quantidade de projéteis demonstra a crueldade e brutalidade do atirador para matar Fábio Alves da Silva, de 43 anos, no início da noite desta quinta-feira (19).

O suspeito, que não teve piedade no crime, acertou a maioria dos disparos na cabeça e no tórax do funcionário que havia ingressado no estabelecimento há 15 dias, pois fazia parte de um projeto social de reeducando, uma vez que ele cumpria pena no regime semiaberto.

A polícia começa a investigar o crime, que deve ficar a caráter da 6° Delegacia de Polícia Civil, responsável pela área do Tijuca. Um dos pontos elencados no boletim de ocorrência é que o hipermercado dispõe de câmeras de segurança, o que, em tese, pode ajudar a elucidar o crime e chegar ao suspeito.

Conforme apurado e noticiado pelo JD1 Notícias, Fabio vinha sendo ameaçado por uma pessoa e chegou a temer pela sua vida, conforme dito pela enteada, de 29 anos. Ele foi surpreendido assim que terminou seu expediente no hipermercado.

"Ele [Fabio] falou que alguém queria matar ele. Ele tinha a opção de trabalhar lá dentro ou trabalhar aqui fora, mas ele disse que saiu para ver se matariam mesmo, se tinham coragem", disse a familiar, afirmando que a possível rixa seria um suposto homicídio, mas que ninguém apresentou provas concretas.

Em relação à dinâmica do crime, segundo o apurado pela reportagem, o atirador chegou em uma motocicleta Yamaha Lander e antes mesmo de descer, efetuou um disparo que atingiu a cabeça da vítima. Após ver que Silva caiu, o suspeito foi até a vítima e atirou outros vezes contra o tórax e a cabeça do homem, como uma forma de 'confere'.

Policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da Polícia Militar estão em diligências para tentar encontrá-lo.

Veja a nota na íntegra do Grupo Pereira:

"A empresa lamenta a fatalidade ocorrida na tarde desta quinta-feira (19), na unidade Tijuca, em Campo Grande (MS). Um homem foi atingido por arma de fogo no local e não resistiu aos ferimentos. Ele fazia parte de um projeto social de reeducando e estava na empresa há 15 dias. Todas as medidas de segurança foram adotadas e as autoridades acionadas para investigação do caso".