Polícia

Quatro são presos por homicídio triplamente qualificado em Mundo Novo

Operação "Lex Ultiones" da Polícia Civil conclui investigação sobre homicídio de Marcelo Antonelo da Silva, ocorrido em outubro

16 DEZ 2023 • POR Sarah Chaves, com informações da Polícia Civil • 18h18

As investigações relativas ao homicídio de Marcelo Antonelo da Silva, de 25 anos de idade, executado com dois tiros à queima-roupa na noite de 26 de Outubro de 2023 em Mundo Novo foram concluídas pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Mundo Novo.

Quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (pelo motivo torpe, emboscada e utilização de arma de fogo de uso restrito) e associação criminosa qualificada. Foram cumpridos na última semana, três mandados de prisões preventivas contra os indiciados. Um dos indiciados, de nacionalidade paraguaia, ainda continua foragido

Se condenados, os autores podem pegar penas que superam 30 anos de reclusão. Um quinto suspeito foi indiciado pelo crime de favorecimento pessoal, por ter auxiliado a fuga dos executores do crime.

O delegado responsável pelo inquérito concluiu que Marcelo foi morto em razão de dívidas de tráfico de drogas. Ele estaria associado a um grupo criminoso e teria recebido um veículo carregado com maconha para levar a outro estado. Após entregar a mercadoria no destino final, Marcelo teria recebido os valores, mas não teria repassado aos comparsas.

A investigação constatou que grupo criminoso teria tentado matar a vítima no dia anterior, os criminosos foram até a casa de Marcelo e tentaram convencê-lo a ir ao Paraguai, onde seria executado. Contudo Marcelo não aceitou.

No dia seguinte, os mesmos executores retornaram a casa de Marcelo e passaram a chamá-lo no portão. Marcelo foi até a frente da residência, após receber uma chamada telefônica dos autores. No momento em que abriu o portão, ele foi alvejado por dois disparos de arma de fogo, calibre 9mm, que atingiram o pescoço e face. Os autores fugiram em seguida.

Após a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul deve oferecer denúncia contra os investigados, que ainda deverão ir a júri popular.